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Tragédia de Santa Maria: Donos de boate pediram para prolongar uso da pirotécnica, diz defesa de músico

Incêndio em boate teria iniciado após vocalista ter utilizado artefato pirotécnico durante apresentação Foto: Agência Freelancer / Divulgação

Incêndio em boate teria iniciado após vocalista ter utilizado artefato pirotécnico durante apresentação
Foto: Agência Freelancer / Divulgação

O advogado que representa o músico Marcelo de Jesus, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Omar Obregom, rebateu nesta sexta-feira as declarações de Jader Marques, defensor de Elissandro Spohr, o Kiko, que disse que os donos da casa foram surpreendidos pela apresentação pirotécnica dos músicos.  “Inclusive eles (os donos) pediram para a banda prolongar o uso da pirotécnica porque era muito curto”, declarou Obregom.

Segundo o advogado dos músicos, quando o local orientava a banda a não utilizar os fogos, a banda acatava. “Eles fizeram um show em setembro em um CTG (Centro de Traduções Gaúchas) no qual eles pediram que os fogos não fossem usados e a banda não usou. Se os proprietários tivessem alertado sobre o perigo, a banda não teria usado”, afirmou.

Ainda de acordo com Obregom, o mais preocupante são os extintores não terem funcionado, além do dono da boate não ter alertado a banda sobre os risco de uma apresentação pirotécnica na casa. Segundo ele, a banda já tinha se apresentado no dia 21 de janeiro na Kiss, com o mesmo show, o que comprovaria que os proprietários da boate sabiam como era apresentação.

Obregom também ressaltou que o seu cliente não está se eximindo da culpa no incêndio na boate Kiss, onde mais de 200 pessoas morreram no último domingo. “O Marcelo não está se eximindo da culpa, mas essa responsabilidade não pode cair toda sobre ele”, disse o advogado, que defende que o vocalista divida a responsabilidade com os donos da boate, além dos bombeiros e da prefeitura pelas falhas na fiscalização e concessão de alvará.

No entanto ele não soube responder se Marcelo teria saído do local sem alertar as pessoas sobre o incêndio, apesar de estar em cima do palco e com o microfone na mão. Esse argumento foi um dos que embasou o pedido de prorrogação da prisão temporária por mais 30 dias. "Após perceber o fogo, seu comportamento teria sido determinante para o desenrolar dos fatos, pois não avisou o público do que estava ocorrendo”, destacou o juiz Regis Adil Bertolini, com base nas investigações, ao atender o pedido de prorrogação.

Além do vocalista, o produtor da banda Luciano Augusto Bonilha Leão e os próprietários da Kiss Elissandro Spohr, o Kiko, e Mauro Hoffmann também tiveram a prisão prorrogada por um mês.

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