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Se voltares, soneto do poeta Rogaciano Leite

Uma das pérolas rogacianas podemos constatar nas 14 linhas que compõem o soneto Se Voltares:

Se voltares, soneto do poeta Rogaciano Leite
Rogaciano Leite, poeta, repentista e advogado – 1920-1969

Como sândalo humilde que perfuma
O ferro do machado que o corta
Hei de ter a minh’alma sempre morta
Mas, não me vingarei de coisa alguma

Se algum dia, perdidas pela bruma
Resolveres bater à minha porta
Em vez da humilhação que desconforta
Terás um leito, sobre um chão de pluma

Em troca dos desgostos que me deste
Mais carinhos terás, do que tiveste
E meus beijos, serão multiplicados

Para os que voltam, pelo amor vencidos
A vingança maior dos ofendidos
É saber abraçar os humilhados.

Rogaciano Leite

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