quinta-feira , fevereiro 23 2017
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Reduzindo o estômago e aumentando a conscientização.

Cirurgia bariátrica, gastroplastia, redução de estômago, mágica… Opa!! Mágica não! Muitos acreditam que, como um passe de mágica… abracadabra… pronto: Virou Giselle Bündchen.

É fundamental entender que não se trata de um procedimento estético e sim de um recurso para a melhora da qualidade de vida. Lógico, não sejamos hipócritas, a perda de uns quilinhos é sempre bem-vinda. Mas, isto não deve ser tratado com leviandade.

A cirurgia bariátrica é um grande avanço no combate à obesidade e, principalmente, a todos os males dela decorrentes: diabetes, hipercolesterolemia, hipertensão, problemas osteomusculares, dentre outros.

Resolver realizar este procedimento é algo que deve ser muito ponderado. Devemos lembrar que a natureza se esmerou lindamente para construir uma perfeita fisiologia e mexer nesta fisiologia implica em pagar um preço. E que fique claro: Não deve ser um preço pago pela estética e sim pela qualidade de vida.

Decidir operar é decidir mudar o estilo de vida.

O primeiro passo é procurar um médico especialista e que seja bem conceituado. Nesta consulta ele irá avaliar e, durante a anamnese, constatará a indicação ou não do paciente. Um dos principais preditores desta cirurgia é o IMC – índice de massa corpórea (40 – obesidade mórbida: indicação sumária / A partir de 35(30*) com co-morbidade).

Havendo indicação, o passo seguinte é buscar uma equipe multiprofissional que deverá acompanhar o paciente no pré e no pós-operatório. Isto, enquanto se providenciam os vários exames que irão confirmar (ou não) a indicação do paciente à cirurgia.

Um parecer favorável de um endocrinologista é praxe e, dependendo das co-morbidades, o parecer dos outros especialistas relacionados também se faz necessário.

Durante a preparação para a cirurgia, um acompanhamento prévio com os profissionais da Psicologia, Nutrição, Fonoaudiologia e Fisioterapia é importante. Assim como encontros sistemáticos para esclarecimentos com outros pacientes que tenham o mesmo objetivo.

Outro cuidado indispensável é a preparação do cuidador do gastroplastado. Este precisa entender/conhecer, absolutamente, todas as etapas do processo pelo qual passará o paciente.
O sucesso desta cirurgia está na consciência da importância da mudança do estilo de vida. Pelo fato de haver pouco espaço físico no estômago reduzido e da indiscutível importância da nutrição para a manutenção da vida, o paciente precisa aprender a fazer as escolhas mais saudáveis ao ingerir os alimentos.

Assim como deve aderir a atividades físicas tanto aeróbicas quanto anaeróbicas – a primeira para melhorar o condicionamento físico e a segunda com o intuito de manter o máximo de massa muscular patente, visto que o músculo representa um dos maiores centros metabólicos do corpo.

E não esqueça jamais: reduzir o estômago é aumentar a responsabilidade com a própria qualidade de vida.

Por Danielle Damasceno no Blog Coluna Reta

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