quinta-feira , fevereiro 23 2017
Home / Mundo / Internauta assíduo decidiu não usar net por um ano e conta como é viver sem Web

Internauta assíduo decidiu não usar net por um ano e conta como é viver sem Web

Há um ano, Paul Miller decidiu que iria tentar viver sem utilizar a Internet. 365 dias depois, voltou à Web para dizer ao mundo o que aprendeu com esta experiência.

Paul Miller era, até há um ano, um blogger de tecnologia e ávido consumidor de tudo o que envolvia a Internet. Com a idéia firme de que esta dependência o estava a limitar, decidiu deixar de utilizar a Web durante 365 dias e ver o que acontecia… Um ano volvido e está de volta para partilhar com o mundo o que aprendeu nesta "viagem".


Segundo Paul, a sua ideia de abandonar o mundo online tinha como principal intuito avaliar a importância que a Internet poderia ter na sua vida. "Sinto que apenas a examinei de perto", diz, salientando que tem acesso diário à Internet há mais de uma década, usando computadores, consolas e smartphones durante mais de 12 horas por dia. "Ao examinar a Internet à distância, poderei ver que aspectos são realmente importantes, quais são distrações para mim e que partes estão a corromper a minha alma", diz. "Tenho medo que tenha encontrado maneiras de preencher todas as fissuras da minha vida com isso e tenho a certeza que a Internet invadiu espaços de mim onde não deveria pertencer", explicava, há um ano.

"Deixar a Internet vai, com o tempo, tornar-me uma melhor pessoa, bem mais criativa, um melhor amigo, um melhor filho e um melhor irmão… um melhor Paul", acreditava.

Mas, ao contrário do que estava à espera, estar "liberto" da Internet não lhe mudou o quotidiano de forma grandiosa. Apesar de, nos primeiros meses, ter conseguido ter uma vida mais ativa, a verdade é que, com o passar do tempo, os velhos hábitos comportamentais continuaram sem grandes mudanças. A única diferença é que não perdia tempo online… mas não deixava de perder tempo. Rapidamente, estar online foi substituído por estar no sofá a ver televisão, por exemplo, provando que a Internet não era a culpada da sua eventual inatividade.

"Ainda estou aqui", garante, no artigo que assina esta semana no The Verge, à laia de "Eu Sobrevivi", e onde começa logo por concluir que estava enganado.

"Achava que a Internet me estava a tornar pouco produtivo. Achava que estava a corromper a minha alma", relembra. "Estava errado", diz.

A grande conclusão a que chegou, portanto, foi que não há separação entre o virtual e o real, pois os dois complementam-se organicamente, e que as pessoas não deixam de o ser apenas porque estão conetadas. Os comportamentos que teríamos naturalmente noutros contextos não são, segundo ele, alterados pela inclusão da Internet nas nossas vidas: se formos tímidos e "caseiros", vamos continuar a ser tímidos e "caseiros", com ou sem Internet. "Os meus problemas são bem mais internos do que externos", conclui.

O regresso de Paul à Internet foi tratado com pompa e circunstância no The Verge, com direito a champanhe, palmas e transmissão em direto.

Nos primeiros momentos, Paul parecia bastante perdido, sem saber o que fazer online e sem se lembrar das passwords para as suas contas. A confusão, no entanto, parece ter durado pouco tempo… Paul ainda não parou de utilizar o Twitter desde então.

Por lá, vai contando todas as experiências relacionadas com o seu regresso à web, volta a partilhar fotografias via Instagram, utilizou pela primeira vez o Vine (serviço de vídeos curtos do Twitter) e até já usou os famosos Google Glasses.

Fonte: http://www.jn.pt/blogs/nosnarede

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Você não tem permissão para usar essa função.