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Rapper Criolo é o entrevistado da Sexy de novembro

Mantendo as boas entrevistas que a Revista Sexy traz nas suas publicação ao longo dos anos, dessa vez quem conversou conosco foi o rapper Criolo, que falou sobre as dificuldades na infância, contou como trabalha sua espiritualidade e, claro, conversou sobre música.

Rapper Criolo é o entrevistado da Sexy de novembro

Para começar a entrevista, Criolo comentou sobre a aceitação dos seus pais quando ele contou que cantaria rap: “Meus pais sempre tiveram muito medo de uma coisa que aconteceu na vida deles, e um pouco na nossa, que é passar fome. E eu tô falando passar fome de verdade, não é devaneio. Não é metáfora. Então a gente tem que aprender a se virar, tentar entender como é que está tudo isso ao seu redor e sobreviver. Sempre houve essa tensão, essa preocupação. Pelo amor de Deus, né? Vamo lá, vamo tentar se virar, meu filho! E eu nunca consegui me adequar a um trabalho tradicional e não por falta de esforço, mas realmente por falta de competência.”, comentou.

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O rapper também contou como expressa a sua espiritualidade: “Eu tenho uma mãe que é uma mulher de muita fé. Ela me ensinou que todas as pessoas têm uma boa energia, que todas as pessoas têm um campo energético que invade o campo energético da outra pessoa. E nisso você tem as pessoas com quem tem afinidade. Acredito que todas as pessoas têm a capacidade de fazer o bem e me ensinar algo. E assim eu levo a vida. Minha mãe foi benzedeira e é. Por muitos anos, muitos anos… E eu pude presenciar a fé dela. E não quero falar de religião, porque religião é algo maravilhoso, mas é um dos caminhos. Agora tem uma coisa que é brutal, que é a fé. A fé é essa energia máxima que a tua atitude diária constrói de um tanto que você consegue dividir com outra pessoa.”.

A conversa estava boa e é claro que falamos sobre música. Criolo, um rapper que se destaca por também ser um bom cantor, fez alguns comentários interessantes. “Acho que [a capacidade de cantar melodias] vem da minha mãe. Eu me recordo dela arrumando a casa, eu e meu irmão ajudando e ela cantando. Seresta, canção, muita música popular brasileira. A gente criancinha queria imitar a mãe. E as músicas eram todas cheias de desenhos melódicos. Então, por mais pobreza que a gente vivia, sempre tinha um arrozinho com feijão, um pouquinho de farinha e um gravadorzinho. A gente morava no Jardim das Embuias. Ficamos cinco anos e cinco meses no barraco… Quando a gente soube que ia morar no barraco a gente chorou de felicidade. Que até então a gente morava num porão no Jardim Reimberg e, quando meu pai falou: “Eu comprei um barraco na favela”… Cara, que autoestima, velho… Aquilo mexeu com a gente. Eu sou bisneto de escravo, neto de estivador do cais do porto de Fortaleza, filho de metalúrgico de São Paulo e eu MC. Uma dinastia!”.

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Finalizando a conversa entramos no assunto drogas e o rapper deixou a sua opinião. “Tem coisas emergenciais. Não diminuir as questões e aquilo que determinadas partes da sociedade enxergam como importante de ser dito. A gente tem que respeitar. Eu acho que a gente poderia falar da legalização da educação, da legalização do prato de comida. Um país que exporta tudo o que a gente exporta, não faz sentido um cidadão comer do lixo. Barro amassado com alguma coisa? Aí tem uma brisa aí também, hein? Dá um pã! Fome deixa você num outro estado.”.

Créditos: Alexandre Gennari / Divulgação

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Juliana Isen nua na Sexy de novembro 2016
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