quarta-feira , dezembro 7 2016
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Poema pro homem da velhidade

Queixa nº 1: hoje os poetas só fazem poemas para os moços. Quando fazem para os velhos é somente para rebaixá-los ou tirar onda!

Os meus versos são realistas, no entanto, não zombam deles:

São muitas as novidades
Para o homem que envelhece:
Começa pelos cabelos
Que aos poucos embranquece
Em seguida vem a vista
Que de repente escurece

A barriga fica grande
De várias dores padece
Não levanta 30 quilos
Porque a força enfraquece
Porém vê no pé do bucho
Que o saco do ovo cresce

Sem lhe dar nenhum aviso
Sua próstata elastece
O “Pê Esse A” dispara
Seu membro vil amolece
Faz prece pra Santa Rita
Que é pra ver se endurece

Já em casa, ao se deitar
Sua mulher lhe oferece
Sente o fogo do desejo
Mas nada faz, agradece
Falando pra companheira:
Ah, amor, se eu pudesse!

E corre para a farmácia
Pois do azulzinho carece
Mas se o coração for fraco
Um grande risco acontece:
Sua mulher pode entrar
Pra Folha do INSS. Como viúva, é claro!

Hugh Hefner fundador da revista Playboy e a esposa Crystal Harris
Hugh Hefner fundador da revista Playboy e a esposa Crystal Harris

Queixa nº 2: qualquer remédio que sirva para colocar o aviãozinho do velho no ar custa muito caro. Assim sendo, boa parte dos velhos quer “poder” e acaba “não podendo”.

Queixa nº 3: o idoso quer deixar de dizer “ah, amor” (desculpa pela inaptidão na hora H) e trocar essa expressão por “ai, amor”, que não é dor, mas sensação de puro prazer sexual, coisa que Deus, democraticamente, deixou para todo mundo. Para isso, só depende do governo.

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Ator Michael Dougas e esposa Catherine Zeta Jones

Consolo dos velhos fregueses do azulzinho: nóis morre, mas nóis goza! O Azul, do Laboratório Legrand, de 50mg, é o mais barato da linha (dizem até que é paraguaio), mas muita gente se sente bem com ele, pois consegue fazer a segunda coisa melhor do mundo. A primeira, segundo um antigo professor de contabilidade, é pular de paraquedas. O comprimido substitui o hoje em desuso caldo de mocotó, chá cutuba ou chá de catuaba, não é Genival Lacerda e Luiz Gonzaga? Quem concordar com o professor, favor dirigir-se ao aeroclube de sua cidade para aprender a prática do paraquedismo.

Fica a sugestão para a governanta Dilma criar o “Bolsa Orgasmo do Velho Broxado”, a fim de que os idosos tenham uma verba destinada para tal fim, o que é extremamente justo, uma vez que qualquer deputadozinho tem direito ao auxílio-paletó, ajuda para motel, vale-gasolina e outras vantagens imorais sustentadas pelo dinheiro de todo contribuinte brasileiro.

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Milionários com suas namoradas jovens

Fico me policiando, conforme vocês viram, para não chamar as coisas pelos seus devidos nomes porque há quem estranhe. Mas o poeta Leonardo Bastião, lá de Itapetim, não se preocupa com isso. São desse grande improvisador, os versos abaixo, também sobre a mesma temática:

“Homem depois dos setenta
Não faz amor todo dia
Se ele demorar muito
Sua mulher desconfia
E ele paga sem dever
Com vergonha de dizer
Que arriou a bateria.”

Mais uma bela sextilha dele:

“O velho com mulher nova
Perde o cartaz e a fama
Na conversa ele é um homem
Mas quando chega na cama
A rola parece um peito
Depois que o bezerro mama.”

Emoldurando este textículo, para encerrar, coloco à disposição dos amigos um áudio raríssimo: Luiz Gonzaga num encontro com amigos em Maceió, em 1978, canta o xote “Chá Cutuba”, de Humberto Teixeira, acompanhado de sua sanfona, seu grande humor e sua simpatia. Vale a pena escutar o saudoso Rei do Baião!

E assim a nave vai…

Nota de esclarecimento do autor: quando o membro do homem se ergue normalmente ao ser convocado pela amada, ele é chamado “viril”. Porém quando pára de funcionar a contento, deixando seu dono decepcionado e a companheira mais ainda, aí ele passa a ser “membro vil”, aquele que só serve pra mijar e fazer raiva! E lembre-se:

Homem velho e mulher nova dá em chifre ou pé na cova…

Por Abílio Neto

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