domingo , dezembro 4 2016
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Ser Tão poesia do poeta Francisco Cândido

Para começar bem a quinta-feira(12), o poeta Francisco Cândido, seridoense arretado e conhecedor do sofrimento do homem sertanejo, que só se alegra quando ver cair os pingos da chuva sobre esse chão tão castigado, nos brinda com o poema Ser Tão Poesia, mostrando através dos versos o Sertão sofrido e ao mesmo tempo repleto de beleza, sobretudo pela bravura do homem sertanejo.

Ser Tão poesia do poeta Francisco Cândido

Lá vai um valente e ordeiro sertanejo!
Vejam a sua coragem e a sua bravura,
Admirem sua compostura, seu desejo…
Há um lampejo de paz nessa vida madura.

Há nele uma imensa fome sertaneja.
Fome de milho verde, de carinho, de amor
De ninho a sombra da robusta cajazeira
Da fruteira que produz frutos de doce sabor.

A fé do sertanejo é racional e infinita.
Faz chover,faz chorar, a planta cresce,
O clima aquece, fome abranda, a alma grita
O que mais a alma sertanejo entristece?

Sabe que o sertão possui muitas veredas,
Pequenos caminhos que levam a caatinga,
Onde o sol, tão quente, parece labaredas
E a agua é escassa, salobra e mal pinga.

Afinal, quem é esse homem dócil e valente
Temente as vozes do bem, rodeado do mal
Mora no sertão brutal e busca um lugar tenente.
Carente, morando num pequeno manancial.

Sertanejo, segundo o dicionário Michaelis
É relativo ao sertão, próprio de sertão.
Ele mora no alto e em pequenas pólis,
O homem sertanejo tem valente coração.

O sertanejo habita o semiárido, a caatinga
Tem medo de mandinga e teme a Deus
Busca abrigo pertinho de riacho e restinga
Ele é acima de tudo um forte, diz os seus.

Isolados nos casulos de sua notável bravura
Criaram seus jeitos e trejeitos de caipira
E vão evoluindo com seus traços e cultura,
Vivem a verdade e detestam a mentira.

poeta Francisco Cândido

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