domingo , dezembro 4 2016
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Dinheiro em papel caminha para o fim, diz Paypal

Dinheiro em papel caminha para o fim,  é o que diz o canadense LeBlanc diretor global para a área de “Developer Advocacy” do PayPal.

Jonathan-LeBlanc-paypal
Foto:reprodução Youtube

Jon LeBlanc é um dos principais evangelistas do PayPal. Ele está em São Paulo para dar uma palestra na Campus Party. Antes de sua palestra, ele recebeu EXAME.com para falar sobre o futuro do dinheiro e como usar tecnologia para trazer pessoas que estão fora do sistema bancário.

LeBlanc, um canadense que vive na Flórida, prevê que as sociedades caminham para um mundo sem dinheiro em papel. Enquanto alguns países já estão mais avançados, outros ainda trabalham muito com o dinheiro em espécie, como a Rússia.

Uma tecnologia que pode ajudar nessa transição são as carteiras digitais (como as oferecidas pelo próprio PayPal) e moedas digitais, como o bitcoin.

“Neste momento, eu vejo o bitcoin como um papel do mercado de ações, pela sua volatilidade”, afirmou LeBlanc. Para ele, é preciso trabalhar com a confiança das pessoas para que o bitcoin se dissemine.

“Muitas das pessoas que estão fora do sistema bancário, estão por opção. Elas não confiam nesse sistema. É preciso que exista confiança por parte das pessoas nas instituições com as quais elas trabalham. Isso é algo que nós trabalhamos muito no PayPal”, afirmou.

É para aumentar essa confiança que uma das principais áreas de pesquisa de LeBlanc é em sistemas de autenticação. Ele cita como possibilidades para o futuro o uso de tecnologias vestíveis, leitura de digitais e até de veias para fazer uma verificação para transição monetária.

Em um cenário ainda mais futurístico, ele fala sobre tecnologias implantáveis como sensores NFC ou outros transmissores de radiofrequências. “Biohackers estão cruzando uma linha de regras culturais. Alguns passos estão sendo dados. Alguns são assustadores, outros são muito importantes para setores da sociedade”, disse.

Mobile – LeBlanc defende que a solução para integrar pessoas deve ser aquelas nas quais elas já estão inseridas. No momento, a melhor opção é usando dispositivos móveis.

“De acordo com algumas pesquisas, existem mais dispositivos móveis como celular, featurephone e smartphone no mundo do que pessoas. As sociedades que contam com maior porcentagem de pessoas fora do sistema bancário são também as sociedades com maiores taxas de uso de celulares”, disse LeBlanc.

Fonte: Revista Exame

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