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Professor é preso após festa com drogas, álcool e sexo com menores

Foi preso na manhã desta quarta-feira (12) o professor de história do ensino fundamental que teria organizado uma festa com álcool, drogas e sexo para alunos. Policiais da Delegacia de Irajá (38ª DP) iniciaram uma operação nesta manhã para prender Gustavo Montalvão Freixo, de 31 anos. Contra ele foi cumprido um mandado de prisão preventiva pelos crimes de tráfico de drogas, induzimento e instigação ao uso de drogas e estupro de vulnerável.

Segundo a polícia, ele foi encontrado em Maricá, no litoral fluminense, e seria trazido para o Rio. O Ministério Público do Rio de Janeiro ofereceu denúncia contra Freixo.

Com a desculpa de oferecer aulas particulares, o professor teria reunido os alunos do 9º ano do ensino fundamental na casa de um dos meninos, enquanto a mãe dele estava no trabalho, no dia 9 de outubro. Segundo a dona da casa, a aula não aconteceu.

— O que aconteceu foi droga e abuso sexual de menores. Havia cinco meninas e dois meninos na minha casa.

Na denúncia, o MP afirma que Freixo cobrou R$ 25 pela aula extra. O promotor Alexandre Themístocles afirma que o professor distribuía a droga de acordo com o pagamento dos alunos. Apenas um dos adolescentes teria recusado o LSD. Após drogar os alunos, o professor teria praticado atos libidinosos com duas alunas e feito sexo com uma terceira.

A história só foi descoberta quando o pai de uma das alunas insistiu para que a filha contasse o real motivo da reunião do professor com os alunos.

— Ele pediu para as crianças não contarem a verdade e sustentarem a mentira até o fim. Minha filha não aguentou e contou tudo que aconteceu pouco antes da reunião que faríamos no colégio. Desde o primeiro dia, a diretora deu todo o apoio e propôs ajudar para esclarecer os fatos.

A diretora da escola, Maria de Fátima Moraes, afirmou que o professor já está em processo de demissão. E que não sabia o teor da suposta aula particular.

— No primeiro momento o advertimos porque ele não pode dar aula particular para um aluno para o qual já leciona.

A Justiça do Rio só vai se pronunciar sobre o caso após o resultado dos exames feitos pelos alunos no Instituto Médico Legal. Se comprovadas as acusações, o professor pode responder por estupro de vulnerável, apologia ao crime e tráfico de drogas.

O caso está registrado na Delegacia de Irajá (38ª DP). Segundo o delegado Paulo Henrique da Silva, os depoimentos dos alunos e pais foram concisos.

— Os depoimentos são transparentes e não deixam dúvida da existência do fato. Foi coletada urina dos alunos para verificar presença de LSD. Também solicitamos diligências que ainda estão pendentes.

Fonte: R7

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