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Polícia prende casal suspeito de realizar vendas falsas de imóveis no ES

Lídia Leal Santana presa em flagrante possuía registro para atuar como corretora de imóveis, mas realizava vendas utilizando documentos e contratos falsificados.

O casal Lídia Leal Santana e Carlos Aquino Rainha que mora em Cachoeiro de Itapemirim, região Sul do estado, foi preso por suspeita de aplicar golpes na venda de apartamentos. De acordo com a Polícia Civil, quatro vítimas já registraram queixas contra os dois, e o valor do prejuízo ultrapassa R$ 100 mil. A mulher detida possuía registro para atuar como corretora de imóveis, mas realizava vendas utilizando documentos e contratos falsificados. Ela foi presa em flagrante no momento em que recebia um cheque no valor de R$ 2,5 mil de uma das clientes.
Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, desconfiou da situação depois que a suspeita remarcou várias vezes uma ida que elas fariam a um banco local, para financiar o apartamento. Foi então que ela entrou em contato com a construtora para ver se a negociação realmente existia. Ao descobrir a farsa, ela procurou a polícia. “A vítima marcou de pagar o restante do dinheiro exigido pela mulher como final do sinal, e os policiais foram até o local de trabalho da vítima e realizaram a prisão no momento em que a suspeita estava recebendo o cheque”, contou o delegado de Polícia Civil, Marcos Luiz Nery.
A vítima chegou a realizar vários depósitos, totalizando R$ 50 mil. Ela relembra que, quando ‘comprou’ o apartamento, procurou uma empresa conhecida na região, e lá foi atendida pela criminosa.  “Um dos sócios da corretora me ligou no final de outubro dizendo que tinha alguma coisa de errado com o meu contrato. Na verdade, ela me vendeu um duplex por R$ 160 mil e, no contrato deles, estava R$ 270 mil e a entrada de R$ 50 mil. Quando ele descobriu o meu caso, outros já existiam”, contou.
No golpe, a mulher negociava apartamentos que realmente existiam de construtoras famosas na região. “Ela aproveitava o registro que tinha de corretora, a facilidade que tinha de iludir as pessoas demonstrando os apartamentos”, explicou o delegado. Ele também esclareceu que o marido da suspeita ficava responsável por levar todos os compradores para fazer as visitas às obras.
O casal foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cachoeiro de Itapemirim. Os dois foram autuados por crime de estelionato e verificação material. Juntos, os crimes podem chegar a 11 anos de prisão. O dono da mobiliária disse que não conhece a mulher e nem sabia que o crime vinha sendo cometido, e que já acionou um advogado para entrar com um ação judicial contra os golpistas.
Do G1

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