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Contas de água da Caern trazem informações detalhadas sobre o sistema

A conta de água da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), que os usuários recebem todos os meses, não é apenas um documento de cobrança. Por meio dela, o consumidor tem à sua disposição informações que permitem entender melhor o sistema e acompanhar a qualidade do produto e do serviço prestado pela companhia.
No Brasil, as contas de água devem atender às normas do decreto nº 5.440, que estabelece mecanismos e instrumentos de informação ao consumidor sobre a qualidade da água para consumo humano, conforme os padrões de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Nas contas da Caern são disponibilizados os parâmetros de nitrato, cloro, coliformes totais, pH e turbidez (partículas sólidas). As análises das amostras da água que é distribuída em todo o Estado são realizadas no Laboratório Central da Unidade de Serviço de Tratamento de Água (USTA) da Caern, localizado no prédio da Administração Central, em Natal.
 “A análise química que consta nos boletos correspondem ao mês daquele débito e são fruto do cálculo da média apurada dos resultados das análises diárias que fazemos”, informou Ederson Nunes, chefe da USTA.
Também são descritas informações relativas aos custos. A Caern conta seis classes de consumo: residencial (também nos padrões ‘social’ e ‘popular’), comercial, industrial e pública. As tarifas são calculadas em metros cúbicos (m³) de consumo. O valor da tarifa mínima correspondente a essas classes varia de R$ 5,66 – para os três padrões residenciais – até o mais elevado, de R$ 94,19 (industrial). A cota básica varia de 10 m³ (padrões residenciais e comerciais) e 20 m³ (industrial e pública). Caso o cliente ultrapasse esse limite, será acrescida a “tarifa excesso de água”, cujo valor varia de acordo com as medições de consumo excedente. Todos os dados descritos obedecem à “Tabela Tarifária Única 2014”, contida na Resolução nº 10/2013 do Conselho de Administração da Caern.
MODERNIZAÇÃO
Para que a conta chegue até o cliente e a qualidade dos serviços se mantenha, o trabalho do leiturista é fundamental. É ele que vai às residências e demais pontos onde se localizam os hidrômetros (medidores de água) e faz a medição do volume da água consumida. O trabalho desses profissionais passou recentemente por um processo de reformulação.
Antigamente, o leiturista anotava a lápis em uma planilha as informações dos medidores de água. Estes resultados eram digitados na Caern, e as faturas eram emitidas para que o leiturista fizesse as entregas. Em meados de 2010, o processo deixou de ser manual: estes profissionais passaram a utilizar microcoletores de leitura, um aparelho digital que armazenava as informações digitadas, em disquete. Estes dados eram descarregados, posteriormente, nos computadores.
Em meados de 2012, foram realizadas mais mudanças até chegar ao modelo atual: as leituras são feitas por um celular, adaptado para coletar e transmitir dados. Com a impressora térmica, portátil, é possível imprimir a conta de água na hora. Isso traz benefícios ao trabalho do leiturista e aos clientes.
“Com a modernização do processo, os profissionais foram treinados para se adequarem às mudanças e também para interagir com os clientes. Agora eles emitem a conta de água. O cliente recebe na hora e pode ter dúvidas e questionamentos. O usuário já vê, de imediato se existem vazamentos e o profissional da Caern estará apto a orientar e oferecer soluções para as necessidades do cliente. Isso aproxima ainda mais o leiturista do consumidor”, ressaltou José Dantas, assessor comercial da Caern. Esse processo está em fase de ampliação.
NO LUGAR CERTO
Com a modernização dos processos, também tem sido possível posicionar os hidrômetros adequadamente. A Companhia tem instalado os aparelhos em locais cômodos para leituristas e consumidores, de preferência, locais externos, onde os contadores ficam protegidos por uma caixa de proteção resistente, em polipropileno. Mais privacidade para consumidores: “Há casos de hidrômetros antigos, instalados dentro de quartos. Nosso trabalho tem sido reposicionar esses aparelhos em locais adequados e ampliar o índice de cobertura para quem ainda não conta com medidor ”, informou Dantas.
Atualmente, o índice de cobertura das medições da água está em 82%. Existem mais de 800 mil ligações de água e aproximadamente 600 mil hidrômetros instalados. Nesse campo, a Companhia tem priorizado a substituição dos aparelhos antigos e defeituosos e a adequação das instalações. Para se ter uma ideia, a Caern investiu mais de R$ 20 milhões nos três últimos anos para a modernização desses processos.
ACS Caern

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