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Retirados todos os 298 corpos de mortos em queda de avião na Ucrânia

Nenhum corpo é mais visível no local da queda do avião da Malaysia Airlines em uma área controlada pelos separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, segundo um jornalista da France Presse que está no local.
De acordo com a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), cujos monitores acompanham o processo, 169 corpos das vítimas do voo MH17 da Malaysia Airlines foram transportados em um trem frigorífico e serão analisados por especialistas internacionais.
Segundo a agência de notícias russa Ria Novosti, citando um funcionário das ferrovias, os corpos foram levados para Donetsk a bordo de um comboio com cinco vagões frigoríficos que deixaram a estação de Torez, perto do local da queda.
Os vagões foram previamente inspecionados por representantes da OSCE. A expedição dos corpos ocorreu sob o controle dos combatentes separatistas.
Do lado ucraniano, um porta-voz militar afirmou que as autoridades de Kiev sabiam onde estavam 38 corpos, mas desconheciam o paradeiro dos demais.
De acordo com um jornalista da AFP no local, os rebeldes pró-russos que guardavam a região parecem ter ido embora. Equipes de resgate locais se recusaram a comentar o assunto.
O avião, com 298 pessoas a bordo, caiu na quinta-feira (17), intensificando a crise entre Ucrânia, separatistas pró-Rússia e a própria Rússia.
Os países ocidentais criticaram as restrições impostas pelos rebeldes no local da queda da aeronave, e pediram à Rússia para colocar pressão sobre eles para permitir mais acesso aos especialistas que vão investigar a causa do acidente. Observadores internacionais são esperados para visitar o local neste domingo.
Ainda neste domingo, os separatistas afirmaram ter encontrado “materiais que poderiam ser as caixas-pretas” do avião.
Um de seus líderes, Alexandre Borodai, garantiu que está pronto para entregar este material aos especialistas internacionais encarregados de elucidar as causas da queda, explicando que os rebeldes “não têm especialistas para analisar este material, que está atualmente em Donetsk”.
Washington acredita que Moscou forneceu baterias de mísseis aos separatistas pró-russos, mas que as recuperou após uma delas derrubar o avião, conforme informações publicadas pela imprensa sábado à noite.
Do G1

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