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Servidores da saúde suspendem greve, mas prometem voltar após a Copa

Servidores protestam contra a proibição das greves durante a Copa do Mundo

Reunidos em assembleia, os servidores da saúde de Natal e municipalizados aprovaram a suspensão da greve, em cumprimento à decisão judicial notificada nesta quinta-feira (12), que exige o retorno ao trabalho durante a Copa, sob pena de multas diárias de R$ 20 mil ao Sindsaúde, de R$ 2 mil a cada grevista, além da cobrança de faltas. Os servidores suspenderam a greve, protestando contra a decisão judicial, que classificaram como ditadura da Fifa e anunciando que deverão retomar a greve após o Mundial. Eles tiraram fotos com adesivos na boca, simulando mordaças.

“A decisão da Justiça não tem nenhuma base jurídica, tanto que não declara a ilegalidade da greve. Onde está escrito que não se pode fazer greve por causa da Copa? O que o governo quis foi esconder a situação da saúde, para que o mundo não veja a nossa realidade. Vamos suspender o movimento, para não penalizar os trabalhadores, mas vamos nos preparar para retomar a greve após a Copa. Esperamos que até lá o governo cumpra os acordos e atenda às nossas reivindicações”, afirma Célia Dantas, do Sindsaúde-RN.

Uma nova assembleia foi marcada, para o dia 17 de julho, com indicativo de retomada da greve. Até lá, os servidores permanecerão mobilizados, usando adesivos e conversando com a população. Na segunda-feira (16), o Sindsaúde participa de um ato público na Maternidade Leide Morais, na Zona Norte, que completou um ano da reforma neste sábado (14). No mesmo dia, às 16h, eles participam do ato público e da passeata contra as injustiças da Copa, com concentração no shopping Midway.

Foto: Sindsaúde-RN
A greve dos servidores de Natal completou 59 dias, sendo que durante 10 dias, eles permaneceram acampados em frente à Prefeitura, junto com a Guarda Municipal, que permanece em greve. O clima era de revolta, mas também de dever cumprido. ”Nós vamos voltar e poderemos dizer que lutamos até o fim. Voltaremos de cabeça erguida“, afirmou um dos servidores. “Sabemos que mesmo o pouco que conquistamos foi resultado da luta, de nossa greve e resistência”, afirmou Célia Dantas, do Sindsaúde.  Os servidores irão ainda pressionar os vereadores e o governo, para garantia dos pontos acordados e para a retirada do plantão eventual do Projeto de Lei.
Também foi aprovada uma campanha contra a proibição das greves e manifestações, como a da Saúde e da Guarda Municipal. “Vamos procurar todas as entidades para denunciar a ditadura em Natal. Mesmo os da CUT, que apoiam o governo Dilma, não podem se calar diante disso. É a ditadura que está de volta“, afirmou Célia.
CALENDÁRIO DE LUTA
Segunda, 16 de junho
10h – Ato na Maternidade Leide Morais – 1 ano de fechamento
16h – Ato público contra as injustiças da Copa do Mundo, no Midway.
(Concentração servidores do município – 13h30 – Sindsaúde-RN.
Concentração servidores do Estado: 14h, na assembleia no Walfredo Gurgel)
Quinta, 17 de julho
14h – Assembleia geral.
Local a confirmar.

FONTE: Sindsaúde-RN

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