terça-feira , dezembro 6 2016
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O Poema Travessia para começar bem o fim de semana

Para começar bem este sábado, o RN em Rede publica este belo poema do vate curraisnovense Francisco Cândido, intitulado “Travessia ”.

Vamos viajar nesses magníficos versos desejando à todos os nossos leitores um ótimo fim de semana.

Vivo a magia de um tempo de travessia,
A aurora da poesia na minha vida cidadã.
Obrigado, bom Deus, por tanta maestria,
Poesia é vida e a minha eterna guardiã!

O meu corpo parece exausto, cansado
E minha bengala é a fiel companheira,
Subindo a ladeira íngreme do passado
Confiante, mas essa pode ser a derradeira.

Irei chegar a outra margem desse sertão
Feito de uma espera que parece não ter fim
Em mim, uma vontade de ficar nesse rincão
Deitado no chão a espera de um motim.

Atravesso a ponte pênsil do meu porvir.
Agora não pergunto: que caminho seguir?
A poesia me guia até na noite sem luar
Para muito além desse rio e desse mar.

Sigo por uma estrada feita de ternura
Na altura de muros, pontes e sonhos,
Busco uma sociedade plural e madura
Sem fomes e sem amores tristonhos.

O que o rio leva e separa, a ponte une.
Afinal, unir é o seu maior objetivo.
Iluminada pela tênue luz do vagalume
Mesmo assim, unir é seu imperativo.

Para onde eu for, quero ser o arauto da justiça,
Conjugando em todos os tempos, o verbo unir,
Sigo ao lado da justiça que não pode ser postiça,
Dignificando a existência humana, quero seguir,

A ponte enfrenta e une pertinentes olhares,
Que fala, cala, ora e exprime verdades
De intensas e de tensas conectividades,
Na ternura dos homens e seus altares.

Assim, amo o homem globalizado
Acorrentado a raia tão estigmatizada,
Um mundo de cor e amor estilizado
Contemplo a vida excluída e fragilizada.

Atravesso o mar, a vida, o universo
Na seriedade de meus versos, a fé.
Que o avesso do mundo perverso
Queima e cuspe no calor da chaminé

Poeta Francisco Cândido

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