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Ex-presidente Lula em Salvador pede apoio para reeleger Dilma e defende Gabrielli

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu apoio da militância petista nesta segunda-feira (13) para reeleger a presidente Dilma Rousseff nas eleições de outubro. Durante evento do PT em Salvador para lançar a pré-candidatura de Rui Costa para governador da Bahia, Lula defendeu a candidata petista para governar o país.

“Uma mulher presidente da República é demais para eles. Não se engane! Vocês terão que trabalhar tanto ou mais porque nós vamos fazer a Dilma ficar mais quatro anos como presidente”, disse Lula.

O encontro também marcou a aliança entre o PT e o PDT no estado e deu partida ao apoio de Lula a Dilma no Nordeste.

“Nós temos o melhor time, o melhor programa, as melhores propostas e visto o que nós fizemos, podemos fazer muito mais. Eu conheço a Dilma, o [Jaques] Wagner conhece ela muito bem, poucas vezes esse país teve a sorte de ter uma pessoa com o caráter, com a idoneidade e com a seriedade da Dilma”, ressaltou o ex-presidente.

Ao final do evento, Lula disse que está bem de saúde e vai participar do apoio às campanhas eleitorais do PT pelo Brasil.

“Eu que tô 100% de saúde, não se preocupem. Eu me sinto como um menino de 17 anos. Nunca estive tão preparado em minha vida. E se os adversários acharam que eu tava cansado, pode tirar o cavalinho da chuva, eles não sabem que o nordestino não desanima nunca”, disse em tom de brincadeira.

A Petrobras, ela fez um bom negócio, porque no momento era muito interessante. Se teve problema no petróleo, paciência”

Lula

Petrobras e Gabrielli
Durante o discurso, Lula ainda rebateu críticas à polêmica compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA) pela Petrobras em 2006, época em que a estatal era presidida por José Sérgio Gabrielli, atual secretário de Planejamento da Bahia.
“As pessoas perguntam: ‘Pasadena quando foi comprada era um mau negócio?’. Era um bom negócio! Olha, você compra hoje uma fábrica, pode ser um bom negócio ou pode ser ruim. A Petrobras, ela fez um bom negócio, porque no momento era muito interessante. Se teve problema no petróleo, paciência”, explicou Lula.
A refinaria, que em 2005 valia US$ 42,5 milhões, foi adquirida pela Petrobras por US$ 1,2 bilhão após uma disputa judicial com a antiga sócia. Recentemente, Dilma, na época presidente do Conselho de Administração, disse que não teria aprovado a compra se soubesse de cláusulas lesivas do contrato, que na época não foram apresentadas ao conselho pela diretoria da estatal.

Para o ex-presidente, o foco da oposição na Petrobras é uma forma de “fazer caixa de campanha”. Ele contou que quando era presidente, recebia ameaças de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). “Quando era presidente tinha gente que andava com papelzinho no bolso dizendo: ‘olha a CPI, olha a CPI’, ameaçando. Quer fazer, faça! E vai pagar o preço de fazer se tiver as coisas certas”, falou.

Ao defender Gabrielli, Lula disse que muitos duvidaram da capacidade de administração. “Quando coloquei esse moço [Gabrielli] na tesouraria da Petrobras diziam: ‘Lula tá colocando um cara que não conhece nada, um cara de fora’. Dois anos depois, ele era eleito o diretor financeiro de todas as empresas de petróleo do mundo, o mais competente diretor financeiro”, afirmou.

O ex-presidente Lula foi o último a falar no evento, que ainda contou com a participação de Marcelo Nilo, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, do governador Jaques Wagner, do ex-ministro e presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Calos Lupi, além dos candidatos a governador e vice da Bahia, Rui Costa e João Leão.

Do G1 BA

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