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Funcionário da Portuguesa pode ter recebido propina para rebaixar o clube, diz promotor

O promotor que investiga o caso envolvendo a Portuguesa e a escalação irregular do meia Héverton na última rodada do Campeonato Brasileiro 2013 que acabou rebaixando o clube no tribunal, disse em entrevista acreditar que alguém de dentro da própria Portuguesa tenha recebido vantagem financeira para prejudicar a equipe, após o jogador ter sido suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

DivulgaçãoIdílio Lico, presidente da Portuguesa, não foi convencido de que alguém não tenha recebido vantagem financeira para prejudicar o clube

Idílio Lico, presidente da Portuguesa, não foi convencido de que alguém não tenha recebido vantagem financeira para prejudicar o clube

"Há indícios de que alguém no clube recebeu vantagem e acabou prejudicando a Portuguesa. O que é certo é que o técnico Guto Ferreira não sabia da situação do jogador. Ao que tudo indica, houve problema no meio do caminho, na comunicação do clube", disse Roberto Senise. "A questão é quem ganhou dinheiro com isso, e alguns indícios apontam para isso. A máfia no futebol não está restrita apenas ao apito", acrescenta.
Conduzindo a investigação do caso, Senise conta que os indícios são fortes de que isso tenha ocorrido e classifica a situação como "estranha". "Vamos dizer que os indícios são fortes, provas ainda estão em fase de constituição. É muito esquisito um clube afirmar que não sabia da suspensão de um jogador apenas na última rodada do Campeonato Brasileiro. Tem que analisar com o devido cuidado, é muito estranha a situação", revela ainda o promotor.
O presidente da Portuguesa, Ilídio Lico, diz que questionou os funcionários do clube e não foi convencido a acreditar em outra possibilidade que não seja a levantado pelo promotor do caso. "Ele está falando com muita propriedade. É um promotor classe A, e fico feliz de ele estar no caso. Eu não digo sim nem não, mas questionei alguns funcionários e teve gente que não me convenceu. Não vou acusar alguém de ter levado dinheiro porque isso a gente só pode fazer se tiver provas. Eu não tenho, só que como diz o ditado, não creio em bruxas, mas que elas existem, existem. Só não sei onde estão", declarou.

Tribuna do Norte

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