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Barco vira e deixa ao menos sete mortos e 20 desaparecidos no estado do Amapá

Estimativa é de que cerca de cem pessoas estavam no barco, que teria capacidade só para 40

Uma embarcação que participava de um evento religioso tradicional em Macapá, no Amapá, naufragou por volta das 9h30 deste sábado (12) e deixou, ao menos, sete mortos (cinco mulheres e dois homens) e aproximadamente 20 pessoas desaparecidas.

O barco, que tinha capacidade para cerca de 40 pessoas, estava com mais de cem, segundo estimativas das autoridades locais. O dono do barco ainda não foi identificado. A maioria dos passageiros da embarcação era de funcionários públicos federais, sobretudo professores, e dirigentes sindicais da região.

No entanto, em entrevista ao serviço Broadcast da Agência Estado, o capitão dos Portos no Amapá, Carlos Neves, disse que não havia indício de superlotação e que foi feita uma vistoria dos barcos na saída para a procissão. Segundo ele, a embarcação que naufragou transportava apenas 40 pessoas, número de sua capacidade máxima, na ida para Macapá e havia colete para todos.

— Não sabemos como o acidente aconteceu, vamos ter que apurar.

A embarcação foi alugada pelo Sindicato dos Servidores Públicos. O R7 entrou em contato com o órgão que informou que todos estão abalados com o naufrágio e não quiseram se pronunciar sobre o fato por telefone.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Dorinaldo Malafaia, "ao saber do naufrágio, todo corpo do Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] e unidades do bombeiros foram deslocadas para atender o ocorrido".

— O Samu municipal localizou cinco óbitos. As demais pessoas [sobreviventes] foram resgatadas pelas embarcações vizinhas que acompanhavam o cortejo.

O barco fazia o trajeto do Círio Fluvial, que sai do Parque do Grego, no porto de Santana, percorre a orla de Macapá e retorna ao ponto de partida.

A embarcação já estava voltando para a origem do passeio quando, segundo relatos de sobreviventes, teria ocorrido uma explosão. Os passageiros teriam se concentrado na frente do barco, que não suportou o peso e virou. A informação ainda não foi confirmada pelas autoridades locais.

A secretaria de Comunicação da Prefeitura de Macapá informou que o acidente ocorreu em um canal usado por navios de médio e grande porte. Por isso, tem maior profundidade e a correnteza é mais intensa.
A Marinha no local, responsável pela apuração do ocorrido, informou que as razões do acidente ainda são desconhecidas. Segundo a capitania, o barco estava com os documentos necessários, havia sido devidamente fiscalizado, dispunha de colete salva-vidas para todos os passageiros e o comandante — que foi encontrado morto — tinha habilitação.
A capitã-tenente da Capitania dos Portos Ivone de Oliveira Freitas não descartou a possibilidade de a embarcação ter transportado um número de pessoas acima da capacidade. As causas serão conhecidas dentro de 90 dias, prazo para a conclusão do inquérito administrativo instaurado.

A embarcação era uma das que participavam de uma procissão religiosa pelo Círio de Nazaré. No final do percurso, próximo ao destino final, que era Macapá, houve o naufrágio. Segundo a Capitania dos Portos, na área em que o acidente aconteceu não havia vento forte e o tempo era estável.

A maioria das vítimas foi resgatada no local por outras pessoas que participavam do evento, assim como por fiscais que estavam na área. "Havia muita gente em volta, muitas pessoas ajudaram. Ainda não entendemos muito bem o que ocorreu, o porquê de a embarcação ter virado. Os peritos estão conduzindo as verificações para apurar o ocorrido. Qualquer informação hoje seria leviana", informou Ivone.

Do R7, com o Estadão Conteúdo e Agência Brasil

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