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No Paraná, dona de casa que foi reprovada por ser obesa pode ser indenizada

Ela pretendia preencher uma vaga de auxiliar de produção, em 2008.
Empresa foi procurada pelo G1, mas não retornou as ligações.

A dona de casa Daiana Inácio Fernandes afirma ter sido reprovada em um teste de seleção da empresa Dagranja Industrial, na Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, por ser obesa. O caso aconteceu em maio de 2008. Logo após ouvir do médico da empresa que ela não seria classificada “por ser gorda para os padrões da empresa”, Daiana decidiu entrar com um processo. A sentença, de que ela deverá receber R$ 5 mil por danos morais, foi divulgada pela Tribunal Superior do Trabalho (TST), na sexta-feira (6). A empresa acionada pode recorrer da decisão.
Foto mostra Daiana antes e depois da redução de estômago (Foto: Daiana Inácio Fernandes / Arquivo pessoal)
De acordo com o TST, a trabalhadora se candidatou à uma vaga  de auxiliar de produção na desossa de frangos e teria sido reprovada por apresentar Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 35%. Ainda conforme o Tribunal, ela não foi a única a passar pela discriminação.
Após ter sido condenada em primeira instância, a empresa recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), que manteve a sentença, frisando que houve extrapolação dos limites legais.
Ao G1, Daiana contou que pesava 96 quilos na época e que ficou traumatizada com a situação. “Eu não me achava gorda. Na verdade, nunca achei”, afirma. “Eu fiquei tão mal com aquilo, que decidi fazer a cirurgia de redução de estômago”. A cirurgia foi realizada com sucesso, segundo ela. Atualmente a dona de casa pesa 56 quilos.
Sobre o valor da indenização, ela afirma que acha pouco. “Mesmo emagrecendo, eu nunca mais consegui um emprego. Fiquei taxada por causa do processo. O valor é muito pouco, nunca vai reparar o que eu passei. Mas pelo menos vai servir para corrigir o erro e evitar que outras pessoas passem pela mesma humilhação”, declara Daiana.
O texto da decisão afirma ainda que, segundo a fisioterapeuta responsável pela avaliação dos candidatos, a recusa ocorria porque os candidatos para a função não poderiam estar acima do peso porque poderiam ter sobrecarga nas articulações, já que trabalhariam em pé.
A empresa Dagranja Industrial foi procurada pelo G1 por telefone, mas até a publicação da reportagem não tinha retornado as ligações.
Do G1 PR

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