sábado , dezembro 10 2016
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Estado quer obrigar Policial de Jucurutu a pagar danos em viatura causados em ocorrência

Como dirigir um veículo considerado de emergência, e se eximir do risco de causar, em algum momento, um dano material a ele? Não há dúvidas de que o mais provável é que o motorista seja surpreendido, uma hora ou outra, por um acidente causado pela complexidade que a função apresenta. Na PM, nós motoristas somos altamente exigidos. Dirigimos dia e noite, sem tempo certo para descansar. Vez ou outra temos que passar por lugares quase que intrafegáveis. Também são inúmeras as vezes que somos obrigados a imprimir uma velocidade acima do normal, seja para salvar vidas, prender meliantes ou afins, o que, indiscutivelmente, aumenta o risco de acidentes. Além disso, quando uma viatura da Polícia é surpreendida por bandidos, o motorista é o principal alvo. Pois bem, este blogueiro e também Policial Militar há 13 anos, está sendo pressionado, pelo Estado, a pagar a quantia de 600,00 (Seiscentos Reais), proveniente do serviço em uma viatura. Isso se deu por causa de um acidente, quando em uma perseguição a uma moto suspeita, acabei colidindo lateralmente com uma barra de ferro fincada em uma rua, da cidade de Santana do Matos. Sendo assim, ser motorista na PM é “botar a corda no pescoço”. Nada temos de vantagens em relação aos outros Policiais. Pelo contrário, toda e qualquer locomoção que a viatura faça, somos nós que temos que estar inteiros para ter condições de cumprir com a missão, sem levar riscos às vidas que nos acompanham. Já estou respondendo na Justiça, e sendo tratado como RÉU pelo Estado, isso porque, em cobranças anteriores na esfera administrativa, me neguei a pagar pelo exposto, alegando justamente que estava dirigindo um veículo de emergência, e no estrito cumprimento do dever legal. A partir deste momento, estou sendo obrigado a constituir advogado para me defender em juizo, o que pode aumentar em muito minhas custas. Por este motivo, serei obrigado a, desde já, me negar a dirigir viaturas da Polícia Militar, uma vez que, as dirigindo, corro o risco eminente de causar outros acidentes, o que, com os danos pagos, terminará impossibilitando que eu continue sustentando minha família, coisa que nós, Soldados da Polícia Militar do RN, já fazemos com dificuldades, tendo em vista a falta de valorização pela qual passamos.

Como dirigir um veículo considerado de emergência, e se eximir do risco de causar, em algum momento, um dano material a ele? Não há dúvidas de que o mais provável é que o motorista seja surpreendido, uma hora ou outra, por um acidente causado pela complexidade que a função apresenta.
Na PM, nós motoristas somos altamente exigidos. Dirigimos dia e noite, sem tempo certo para descansar. Vez ou outra temos que passar por lugares quase que intrafegáveis. Também são inúmeras as vezes que somos obrigados a imprimir uma velocidade acima do normal, seja para salvar vidas, prender meliantes ou afins, o que, indiscutivelmente, aumenta o risco de acidentes. Além disso, quando uma viatura da Polícia é surpreendida por bandidos, o motorista é o principal alvo.
Pois bem, este blogueiro e também Policial Militar há 13 anos, está sendo pressionado, pelo Estado, a pagar a quantia de 600,00 (Seiscentos Reais), proveniente do serviço em uma viatura. Isso se deu por causa de um acidente, quando em uma perseguição a uma moto suspeita, acabei colidindo lateralmente com uma barra de ferro fincada em uma rua, da cidade de Santana do Matos.
Sendo assim, ser motorista na PM é “botar a corda no pescoço”. Nada temos de vantagens em relação aos outros Policiais. Pelo contrário, toda e qualquer locomoção que a viatura faça, somos nós que temos que estar inteiros para ter condições de cumprir com a missão, sem levar riscos às vidas que nos acompanham.
Já estou respondendo na Justiça, e sendo tratado como RÉU pelo Estado, isso porque, em cobranças anteriores na esfera administrativa, me neguei a pagar pelo exposto, alegando justamente que estava dirigindo um veículo de emergência, e no estrito cumprimento do dever legal.
A partir deste momento, estou sendo obrigado a constituir advogado para me defender em juizo, o que pode aumentar em muito minhas custas. Por este motivo, serei obrigado a, desde já, me negar a dirigir viaturas da Polícia Militar, uma vez que, as dirigindo, corro o risco eminente de causar outros acidentes, o que, com os danos pagos, terminará impossibilitando que eu continue sustentando minha família, coisa que nós, Soldados da Polícia Militar do RN, já fazemos com dificuldades, tendo em vista a falta de valorização pela qual passamos.
Por: José Walter Alves Clemente – Policial Militar
Do Blog do Eduardo Dantas
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