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Caso F. Gomes: defesa de acusado pede adiamento de júri, mas juiz nega

Depois do adiamento do julgamento de Laílson Lopes, suspeito de encomendar morte do radialista Francisco Gomes de Medeiros, o F. Gomes, quem também pode deixar o júri de hoje (5) é o mototaxista João Francisco dos Santos, o Dão. O defensor público que atua no caso, Thiago Souto, argumentou que os delegados que participaram do caso não estão presentes ao júri. Juiz Luiz Cândido Villaça negou pedido.

Dão será julgado ainda hoje

O argumento do defensor público foi que os depoimentos do delegado Ronaldo Gomes, que iniciou o inquérito, e do delegado Márcio Delgado, que comandou outra parte da investigação, seriam fundamentais para que os jurados tenham a exata noção sobre o que foi colhido durante o trabalho policial. O juiz Luiz Cândido Villaça suspendeu o júri momentaneamente para analisar a situação, mas manteve  júri e disse que vai tomar providências.

Segundo o magistrado, os dois delegados serão multados e será solicitada punição por parte da a Secretaria de Defesa Social aos dois, casos não compareçam ao júri. Porém, o juiz ainda não decidiu se haverá o adiamento do júri.

 

No início da manhã, a advogada Maria da Penha de Araújo renunciou à defesa de Laílson Lopes, suspeito de encomendar morte do radialista F. Gomes. Ela alegou motivos de foro íntimo para deixar a defesa do "Gordo da Rodoviária", como é conhecido o acusado, e acabou multada em 50 salários mínimos, mas o julgamento do acusado foi adiado.

O comerciante Lailson Lopes, o "Gordo da Rodoviária", e o mototaxista João Francisco dos Santos, o "Dão", são apontados pelas investigações como mandante e executor, respectivamente, do assassinato de F. Gomes.

Memória

O jornalista e radialista Francisco Gomes de Medeiros, mais conhecido como F. Gomes, foi assassinado na noite do dia 18 de outubro de 2010, na cidade de Caicó. Ele estava na calçada de casa, na rua Professor Viana, no bairro Paraíba, quando um homem chegou numa moto e abriu fogo. Atingido por três tiros fatais, foi levado para o Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos. F. Gomes tinha 46 anos, era casado com Eliane Gomes e pai de 3 filhos.

Após vários depoimentos ao delegado Ronaldo Gomes, que presidia o inquérito à época, Dão afirmou que tinha jurado de morte o comunicador desde 2007, quando foi preso por roubo qualificado depois de denúncia feita por F. Gomes.

Tribuna do Norte

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