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Após suicídio de jovem, anunciantes britânicos boicotam Ask.fm

Hannah Smith, 14, se matou após ser insultada em site.
Ask,fm afirmou que retirou mensagens ofensivas o mais rápido que pôde.

Anunciantes britânicos retiraram nesta quinta-feira (8) sua publicidade da rede social Ask.fm depois que uma adolescente de 14 anos se suicidou por supostamente sofrer bullying através do portal, algo que indignou o país e o primeiro-ministro, David Cameron.

Hannah Smith foi achada sem vida na sexta-feira passada como consequência, segundo seu pai, dos insultos e ameaças que recebeu em seu perfil na rede social Ask.fm, portal no qual os usuários colcoam perguntas e resolvem dúvidas de forma anônima.

Após encontrar as mensagens ofensivas contra sua filha, Dave Smith, iniciou uma campanha no Facebook para pedir maiores controles naquele portal contra o anonimato de seus usuários, uma iniciativa que conseguiu o apoio de 30 mil pessoas em quatro dias.

Mas o golpe de efeito para os anunciantes veio nesta quinta com as declarações de Cameron na rede pública BBC, onde se mostrou inflexível com os gerentes dessas redes sociais, que devem "modificar suas normas e mostrar um pouco de responsabilidade".

"Não é aceitável o que ocorre nessas páginas (…). Se os portais não modificarem suas normas e não se prepararem melhor para estes casos então nós, como membros, temos que deixar de usar estas redes sociais e boicotá-las", afirmou o premiê.

Após a polêmica gerada, alguns anunciantes, como a ótica Specsavers, a Vodafone e a Save the Children, retiraram seu apoio ao Ask.fm, enquanto outros portais que incluem publicidade do site, como o domínio do jornal sensacionalista "The Sun", estão recebendo pressões para que também se afastem.

Os responsáveis pela Ask.fm, cuja base fica na Letônia, disseram em comunicado que "agiram imediatamente" para retirar os comentários ofensivos à adolescente e que ficarão "encantados de colaborar" na investigação aberta pela Polícia de Lecestershire (Inglaterra), de onde Hannah era originária.

O caso desta adolescente de 14 anos gerou debate no Reino Unido em um momento em que o Governo de coalizão entre conservadores e liberal-democratas vigiam de perto a atividade na internet e muito especialmente seu impacto em menores.

No dia 22 de julho, o Executivo anunciou que os provedores de internet no país bloquearão por defeito o acesso a páginas pornográficas a seus clientes, que só poderão recebê-las se desativarem esses filtros, como medida para "proteger as crianças", segundo Cameron.

Da EFE via G1

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