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Presos da Apocalipse também lavavam dinheiro no RN, diz delegado

Quatro pessoas foram presas em Natal, na manhã desta quinta-feira (4).
Operação Apocalipse foi deflagrada em oito estados do país.

Delegados do RN explicaram operação em coletiva de imprensa (Foto: Matheus Magalhães/G1)Delegados do RN explicaram operação em coletiva de imprensa (Foto: Matheus Magalhães/G1)

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu quatro pessoas na manhã desta quinta-feira (4) suspeitas de integrarem um quadrilha interestadual especializada em estelionato e lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 80 milhões em todo o país. As prisões fazem parte da Operação Apocalipse, deflagrada simultaneamente em oito estados.

Fernando Braga Serrão, de 35 anos, e sua esposa  Andrea Agemiro de Macedo Braga, 36, foram presos no apartamento em que moravam em Areia Preta, bairro nobre da capital potiguar. Fernando é natural deRondônia e é apontado pela polícia como o chefe da quadrilha.
A potiguar Sheyla Kelle Vieira Corcino, de 29 anos, foi detida no bairro Planalto, em Natal, também suspeita de fazer parte da quadrilha. No momento da prisão de Sheila, seu marido, identificado comoCarlos Alberto Saldanha de Lima,28 anos, também foi preso. Apesar de não haver mandado contra ele, Carlos Alberto possuía em sua residência uma identidade falsa. Ele foi autuado por uso de documento falso e responderá em liberdade.

José Fernandes da Silva, o 'Fernando da Gata', foi conduzido à delegacia após ser preso em apartamento de luxo em Natal (Foto: Igor Jácome/G1)José Fernandes da Silva, o ‘Fernando da Gata’, foi
conduzido à delegacia após ser preso em
apartamento de luxo em Natal (Foto: Igor Jácome/G1)

Durante a operação foram apreendidos cartões diversos em nome de Andrea e Sheyla, modens de acesso a internet, celulares, HD externo, óculos, relógios, trezentos e cinquenta reais, quinhentos euros, documentos, bolsas e bonés de marcas famosas, máquinas de cartão de crédito, dentre outros objetos.
De acordo com a Polícia Civil do RN, o bando estava sendo investigado há dois anos pela Polícia Civil de Rondônia e teria movimentado um valor estimado em R$ 80 milhões em todo o Brasil. Cerca de R$ 33 milhões já teriam sido contabilizados pela polícia. O dinheiro seria fruto de fraudes com cartões de crédito e tráfico de drogas.
Todas as prisões foram realizadas em cumprimento a mandados de prisão expedidos pela justiça de Rondônia. Ao todo são 120 mandados que estão sendo cumpridos nos estados de Rondônia, Rio Grande do Norte, Ceará, Acre, Amazonas, São Paulo, Distrito Federal e Paraná.

Do G1 RN

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