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Operadoras de planos de saúde avaliam fim de planos individuais

Com os planos de saúde coletivos ganhando espaço no mercado, algumas operadoras pretendem encerrar a venda de planos individuais. Para elas, os planos coletivos são mais seguros economicamente, pois os seus reajustes não são estipulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e seus contratos podem ser suspensos de forma unilateral se houver desequilíbrio dos custos. Apesar disso, operadoras de grande porte em atuação do Ceará afirmam que não pretendem encerrar a venda de planos individuais.

Entre janeiro e maio deste ano, das empresas que atuam no Estado, a Camed e a Golden Cross deram entrada junto à ANS, pedindo autorização para suspender a venda dos seus planos individuais. A agência informou, por meio da assessoria de imprensa, que não há prazo definido para que seja dada uma resposta, e até que a autorização seja concedida as operadoras devem continuar a vender os seus planos normalmente. Em nota, a Golden Cross disse apenas que “continua vendendo planos de saúde individuais através de seus canais administrativos, como o Golden Fone”.

Questionada se planeja suspender as vendas de planos individuais, a Amil, líder nacional no segmento, disse que “embora existam desafios fundamentais enfrentados pelo setor, no mercado de planos individuais, continuamos oferecendo produtos do gênero em alguns mercados locais”. Mas que irá avaliar a continuidade do serviço com base na evolução do ambiente de mercado, “buscando manter a segurança da cobertura para os seus associados”. Já a Unimed Fortaleza e a Hapvida informaram que continuarão a vender planos individuais normalmente

Nos últimos dez anos, de acordo com dados da ANS, a adesão aos planos coletivos cresceu 227%, enquanto o aumento de usuários dos planos individuais e familiares foi de 74%. Até dezembro de 2012 havia 47,9 milhões de beneficiários de planos privados no País. Desde total, 37 milhões dos planos coletivos (77%) e 9,8 milhões de individuais e familiares (20%).

Segundo projeção do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em 30 anos será inviável pagamento de planos de saúde individuais caso os reajustes praticados pelo mercado continuem nos patamares atuais. De acordo com o estudo, entre 2002 e 2012 os reajustes no setor foram 38% superiores ao da inflação no período, de modo que em três décadas as mensalidades seriam corrigidas em 163,49% acima do (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do País. Assim, o consumidor teria comprometido mais de 70% do seu orçamento com o pagamento do plano de saúde.

Saiba mais

 

Conflitos com operadoras

Para os consumidores que de alguma forma se sentirem prejudicados pelas operadoras de planos de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) dispõe do Procedimento de Notificação de Investigação Preliminar (NIP) que tem a finalidade mediar conflitos entre usuários e operadoras em caso de negativa de cobertura, que segundo a agência representam aproximadamente de 75% dos casos.

Por meio desse procedimento, a operadora terá o prazo de cinco dias úteis, a partir da notificação, para responder à ANS, que irá entrar em contato com o consumidor para saber se a demanda foi atendida. Em 2012, segundo a agência, 78% dos conflitos foram solucionados pala NIP.

O POVO

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