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Família acusa flanelinha pelo assassinato de menina de 13 anos

A família de Janiele Medeiros da Silva, de 13 anos de idade, sustenta que o responsável pela morte da garota é um homem que foi detido depois liberado pela polícia por falta de evidências que comprovassem a participação dele no crime. O motivo seria uma vingança contra a mãe dela. A vítima foi encontrada morta na manhã da segunda-feira (24), em meio a pedras próximo à Ponta do Morcego, entre as praias dos Artistas e de Areia Preta.
Janiele Medeiros foi velada na manhã de ontem, na sala da pequena casa onde morava com a avó e uma amiga da família, na rua do Motor, praia do Meio. O imóvel tem dois cômodos e mal cabia as poucas pessoas que foram se despedir da garota. Indignados, os familiares e vizinhos lamentavam o ocorrido e clamavam por justiça. Maria Lúcia Xavier da Silva morava com Janiele e ajudou a criá-la. A dona de casa confirmou que a menina de 13 anos era usuária de crack.
“Ela não estudava. Tentei matricular num colégio lá na zona Norte, mas só aceitaram que ela entrasse na turma da noite, por causa da idade. Aí não tinha como”, relatou. A mulher disse que Janiele cursou até o segundo ano do ensino fundamental. Maria Lúcia contou também que ela saiu de casa às 17h do domingo e não foi mais vista. “Ela saiu escondida da avó”, disse. Depois disso, os familiares começaram a procurar por Janiele, mas só tiveram notícia dela no dia seguinte, quando o corpo foi encontrado na praia.
A flanelinha Juliana Medeiros da Silva é mãe da vítima. Ela, assim como os demais presentes no velório, corroboraram que o autor do assassinato é o suspeito detido no mesmo dia em que o cadáver foi encontrado, mas que foi liberado em seguida por falta de provas. O homicídio teria  sido praticado, segundo os próprios parentes, para atingir a mãe. “Ele já me ameaçou outras vezes, mas eu sei me defender. Então ele procurou minha filha”, afirmou Juliana Medeiros, explicando que o entrevero com o suspeito, que também é pastorador de carros, se deu em virtude da disputa pelos pontos de estacionamento de veículos.
A delegada Karen Cristina Lopes, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), explicou que a linha de investigação que apura a participação desse homem no crime ainda não foi descartada, mas não houve elementos suficientes que o incriminassem para que fosse pedida a sua prisão, temporária ou preventiva.
“Há também outras linhas de investigação. Estamos trabalhando”, disse a delegada. O inquérito está sendo apurado em conjunto pela 4ª Delegacia de Polícia de Mãe Luiza, pela Deam e pela Delegacia Especializada de Homicídios (Dehom). Karen Cristina adiantou que o Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) já enviou os laudos para os investigadores que confirmam o estupro da menina. Ela foi sepultada na tarde de ontem, no cemitério do Bom Pastor.
Na tarde desta terça-feira (25), a  casa do flanelinha apontado como suspeito de matar a adolescente foi alvejada e depredada.  Segundo a polícia, não há informações sobre quem atirou contra o imóvel. O suspeito prestou depoimento na 4ª Delegacia de Polícia, em Mãe Luíza, na segunda-feira. Familiares dele e da vítima também foram ouvidos.
De acordo com relatos de populares,  Janiele Medeiros foi encontrada nua, com as mãos presas com uma bolsa e os pés amarrados com um sutiã. A menina estava amordaçada e com marca de ferimento na cabeça.

Da Tribuna do Norte

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