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Vamos lutar até o fim, diz ministro dos Portos sobre medida provisória

O ministro Leônidas Cristino (Secretaria Especial dos Portos) reforçou o discurso do Palácio do Planalto de otimismo em torno da aprovação da medida provisória que regulamenta o setor portuário.

Segundo o ministro, o governo "vai lutar até o fim" para aprovar as novas regras do setor.

Leônidas Cristino, ministro da Secretaria Especial de Portos

Leônidas Cristino, ministro da Secretaria Especial de Portos

A Câmara retomou a votação da medida provisória no início da tarde. Ainda precisam ser analisados 13 pedidos de mudanças no texto. Ontem, após 18 horas de trabalho e seis sessões seguidas, os deputados suspenderam a análise da medida por falta de quorum. Ficaram faltando 14 sugestões de modificações. Pela manhã, no entanto, um deles foi retirado.

A sessão foi prolongada depois que o governo impôs uma derrota ao líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), apontado como principal opositor da matéria. Com ajuda da oposição, o governo rejeitou as propostas de mudanças lançadas pela bancada do PMDB.

Após a derrota, Cunha adotou medida regimentais protelatórias para esticar a votação e dificultar a vida do governo, que pretendia concluir a votação na madrugada desta quarta-feira na Câmara para enviar a medida ao Senado. Com a interrupção, o Senado só terá até amanhã para votar o texto.

A MP (medida provisória) dos Portos precisa ser aprovada no Congresso antes de perder a validade na sexta-feira (17).

"Nós vamos lutar até o fim. Vamos trabalhar para aprovar essa medida provisória até o último minuto, e tenho certeza absoluta que o Congresso Nacional não vai faltar com o povo brasileiro nesse momento", disse o ministro em visita à Câmara.

O ministro afirmou que não há compromisso do governo de não vetar a matéria. A medida provisória, que abre o setor portuário e cria competição entre portos públicos e privados, gerou uma guerra entre operadores de portos públicos, como Santos Brasil e Libra, e grupos empresariais interessados em portos privados, como o de Eike Batista e a Odebrecht.

Folha de S.Paulo

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