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Não deu para Pezão no UFC 160; Brasileiro é nocauteado por Velásquez

Pezão é nocauteado, Cigano vence com chute espetacular e Glover finaliza

Um dos cards mais esperados do ano, o UFC 160 foi recheado de emoções e teve saldo final positivo para os brasileiros em ação: Cigano voltou a vencer e despachou Mark Hunt por nocaute, com plástico chute giratório. Glover Teixeira não deu espaços para James Te Huna, finalizou ainda no primeiro assalto com uma guilhotina (estrangulamento invertido) e deu mais um passo importante rumo às cabeças dos meio-pesados.

A única baixa nacional da noite ficou por conta de Antonio Pezão, que desafiou o campeão peso pesado Cain Velásquez e acabou derrotado pela via rápida, ainda na etapa inicial. Confira o relato dos combates abaixo.

Rápido – Velásquez começou para cima, e logo tentou agarrar uma das pernas do brasileiro para levar ao solo. Pezão se desvencilhou bem. Pouco depois, o campeão fechou a distância e acertou jab e direto em sequência, que fez o adversário dobrar as pernas e desabar. O castigo continuou no solo, com uma saraivada de golpes que obrigou o juiz, Mário Yamazaki, decretar o nocaute técnico (de forma acertada, diga-se de passagem).

Fim do sonho para Pezão e primeira defesa de cinturão atestada para Cain Velásquez, que deve agora fazer a trilogia contra Júnior Cigano (leia mais abaixo).

Tático – Cigano começou medindo a distância com alguns chutes na perna de Hunt. Logo na primeira oportunidade, o brasileiro mandou um overhand (cruzado mais aberto) que acertou em cheio e mandou o neozelandês a knockdown. Com o ‘queixo de cimento’ característico, Hunt se recuperou e o combate ficou tenso.

No segundo assalto, o catarinense seguiu dominante, com mais cruzados e movimentação calculada. Hunt cansou, mas seguia perigoso nas trocas à curta distância. Perto do fim da etapa, Cigano inteligentemente levou ao solo e aplicou bons socos e cotoveladas.

Cigano: giratórioNa parcial final, o brasileiro mostrou grande obediência tática e passou a esgrimar mais com jabs para não se expor em demasia. Perdido no octógono, o neozelandês virou presa fácil até o fim da etapa, quando colocou dois diretos que abalaram Hunt, e pouco depois aplicou um chute giratório certeiro, que garantiu mais um plástico nocaute.

Letal – Glover e Te Huna não quiseram saber muito de estudo e partiram para cima. Com dois golpeadores de alto calibre, o combate logo ganhou em emoção. O brasileiro se mostrou mais ativo, colocando os fortes cruzados de direita característicos em contragolpe e logo levou ao solo. O adversário limitava-se a se defender. Glover trabalhou bem a posição, prendeu a cabeça do adversário e deu o bote final em justa guilhotina que obrigou Te Huna a bater em desistência.

A vitória de Glover, quarta no UFC e 19ª consecutiva na carreira fez até Mike Tyson, um dos convidados do evento subir ao octógono e cumprimentar pessoalmente o lutador mineiro. "Estou quase chorando. Meu ídolo (Tyson) veio comemorar comigo", disse o brasileiro, que se credencia como um dos próximos a tentar a sorte contra o campeão Jon Jones.

Fonte: Esporte interativo

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