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Marcado julgamento de dois dos seis acusados de matar radialista no RN

‘Gordo da Rodoviária’ e ‘Dão’ vão a júri dia 5/8 pela morte de F. Gomes.
Tenente-coronel, soldado, ex-pastor e advogado ainda aguardam sentença.

Radialista F. Gomes foi morto em 2010, em Caicó (Foto: Sidney Silva/Cedida)Radialista F. Gomes foi morto em 2011 em Caicó (Foto: Sidney Silva/Cedida)

Dois dos seis acusados de participação na morte do radialista Francisco Gomes de Medeiros, o F. Gomes, assassinado a tiros no dia 18 de outubro de 2010 na cidade de Caicó, na região Seridó do Rio Grande do Norte, vão a júri popular no próximo dia 5 de agosto. A data foi confirmada pelo juiz Luiz Cândido de Andrade Villaça. O julgamento levará ao banco dos réus o comerciante Lailson Lopes, mais conhecido como ‘Gordo da Rodoviária’, e o mototaxista João Francisco dos Santos, o ‘Dão, apontados respectivamente como autor intelectual e executor do crime.

Os outros quatro indiciados pelo homicídio, o advogado Rivaldo Dantas de Farias, o ex-pastor evangélico Gilson Neudo Soares do Amaral, o tenente-coronel Marcos Antônio de Jesus Moreira e o soldado da PM Evandro Medeiros ainda aguardam sentença do magistrado. “O processo destes está atrasado, pois o processo ainda está com o Ministério Público. Por isso ainda não houve sentença se eles também irão a juri popular ou não”, explicou o magistrado.

O advogado, o tenente-coronel e o soldado aguardam a decisão em liberdade. Já o ex-pastor, cumpre pena por tráfico de drogas. Dão e o Gordo da Rodoviária também continuam presos.

Segundo a decisão do juiz, que é titular da Vara Criminal de Caicó, o júri popular terá início a partir das 9h no plenário Ciloé Capuxú, do Fórum Amaro Cavalcante. Contudo, ainda de acordo com o juiz, dificilmente será uma sessão para um dia só. “Deve durar pelo menos dois dias”, previu.

O mototaxista João Francisco dos Santos é réu confesso, Ele admitiu ter puxado o gatilho. Já o comerciante Lailson Lopes nega ter mandado matar o radialista. Os demais denunciados também negam participação no crime.

O soldado Evandro foi o único denunciado por homicídio simples – já que ele foi apontado apenas como o guardião da arma usada para matar F. Gomes. Se for levado a júri popular e condenado, sua pena pena pode variar de 6 a 20 anos de cadeia. Para os outros, todos denunciados por homicídio triplamente qualificado, a pena é mais rígida e vai de 12 a 30 anos de prisão. Segundo o promotor criminal Geraldo Rufino, foram levados em consideração três  agravantes: motivo fútil, emboscada e morte mediante promessa de recompensa.

Entenda o caso
Francisco Gomes de Medeiros, o F. Gomes, tinha 46 anos e trabalhava na rádio Caicó AM. Foi assassinado na noite de 18 de outubro de 2010, deixando mulher e três filhos. Ele foi atingido por três tiros de revólver na calçada de casa, na rua Professor Viana, no bairro Paraíba, em Caicó. Vizinhos ainda o socorreram ao Hospital Regional de Caicó, mas F. Gomes não resistiu aos ferimentos.

Do G1 RN

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