sábado , dezembro 10 2016
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Boca se vinga do Corinthians e elimina o Timão no Pacaembu

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O Corinthians deu seu grito de liberdade na América do Sul no ano passado, mas o Boca Juniors ainda é o Boca Juniors. Literalmente mordida pela derrota na última decisão, a equipe argentina foi ao Pacaembu e cravou uma lança no peito do campeão mundial, eliminando-o da Copa Libertadores com uma enorme ajuda do juiz Carlos Amarilla.

Auxiliado também pelos assistentes Rodney Aquino e Carlos Cáceres, o time azul e amarelo mostrou seu poder e conseguiu deixar para trás o 04/07/12 exibido em mosaico pela Fiel, lembrança da final do ano passado. Desta vez vitorioso na Bombonera, o Boca empatou por 1 a 1 no Pacaembu e riu por último apesar das provocações.

Desde o início, ficou clara a má vontade de Amarilla com o Timão. O paraguaio ignorou pênalti de Marín — dando amarelo para Emerson por reclamação — e, “auxiliado” por Rodney Aquino, anulou um gol legalíssimo de Romarinho. No lance seguinte, Riquelme cruzou e Cássio aceitou.

Na etapa final, precisando de três gols por causa da derrota por 1 a 0 no primeiro jogo, os donos da casa partiram para cima com Edenílson e Alexandre Pato. Paulinho marcou de cabeça logo no início, e o Alvinegro seguiu no ataque, mas teve mais um gol anulado — alguma espécie de falta foi apontada quando Edenílson balançou a rede.

Assim, o Boca Juniors avançou às quartas de final da Libertadores, contra o também argentino Newell’s Old Boys. O Corinthians terá de deixar a raiva com o juiz e a tristeza pelo fim do sonho do bi, pois tem final de Campeonato Paulista no domingo, contra o Santos.

O jogo – Os primeiros sinais não foram bons para o Corinthians. A equipe começou atacando para o gol do tobogã, oposto do que ocorreu no ano passado. O enorme bandeirão levado pela Gaviões da Fiel ao estádio não foi totalmente desenrolado por uma dificuldade logística.

O que se viu na sequência não foi muito mais animador. O Boca fez exatamente o que dele se esperava, amarrando o jogo ao máximo e usando a habilidade incomum de Riquelme para segurar a bola na frente. Demorou para que os anfitriões conseguissem ganhar terreno.

Havia alguma dificuldade na criação porque Carlos Bianchi não é Muricy Ramalho. As linhas de marcação do Boca eram muito próximas, e Erviti mordia o calcanhar de Paulinho, que jogou livremente contra o Santos. Era nas triangulações que o Corinthians buscava espaço.

Quando enfim o Timão vencia a marcação, aparecia Carlos Amarilla. O juiz ignorou um pênalti de Marín, que meteu a mão na bola na área, e ainda aplicou amarelo em Emerson por reclamação, aos nove minutos. Aos 23, Emerson passou para Romarinho bater duas vezes antes de marcar. Impedimento mal marcado.

No lance seguinte, saiu o gol do Boca. A torcida ainda reclamava do gol anulado quando Riquelme tentou um cruzamento da direita. Cássio errou o tempo da bola e a viu entrar em seu ângulo esquerdo. Daí até o final do primeiro tempo, o Timão pouco fez além de um chute desviado de Emerson.

Tite não tinha outra opção no intervalo a não ser pôr o time no ataque. Pato substituiu Romarinho e atacou pela esquerda. Edenílson entrou no lugar de Alessandro, aparecendo muito bem pela direita. Em três minutos, já haviam aparecido duas chances claras, em finalizações perigosas de Danilo. Aos cinco, Emerson cruzou e Paulinho marcou de cabeça. Impressionantemente, o gol não foi anulado.

O Corinthians seguiu no ataque. Tomando eventuais sustos com um inseguro Cássio, o campeão mundial bombardeou Orión, que saiu para impedir um chute de Guerrero em sua cara e fez outra defesa em conclusão de peito do peruano, mandando a bola para escanteio.

Após a batida, aos 14 minutos, houve confusão na área do Boca. Edenílson marcou no rebote de cabeça. A bandeira de Carlos Cáceres balançou violentamente, não se sabe bem por quê.

O ritmo diminuiu naturalmente um pouco, e Bianchi resolveu sacar o cansado Riquelme. Tite apostou em Douglas no lugar do também desgastado Danilo. E Pato teve grande chance aos 30, tirando do goleiro, mas falhando na conclusão.

A força já não era a mesma dos arrasadores minutos iniciais do segundo tempo. O Corinthians buscou o ataque em algumas jogadas, mas viu acabar no vice-campeão do ano passado o sonho do bi sul-americano.

Gazeta Esportiva

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