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Supermercados do Rio mantêm venda de AdeS suspensos pela Anvisa

 Várias embalagens de lote interditado de Ades manga nas prateleira do mercado Ultra Foto: Daiane Costa

Várias embalagens de lote interditado de Ades manga nas prateleira do mercado UltraDaiane Costa
RIO – Levantamento feito pelo GLOBO em 12 supermercados do Rio, nesta sexta-feira, identificou que cinco deles continuam a vender sucos de soja AdeS suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os supermercados onde foram encontrados os lotes são Pão de Açúcar (Rua Ministro Viveiros de Castro), no Super Prix (Avenida Nossa Senhora de Copacabana) e no Ultra (Rua Barata Ribeiro), todos em Copacabana; no Extra (Rua Mariz e Barros), na Tijuca, e no Mundial (Rua do Riachuelo), na Lapa.
A suspensão está em vigor desde o dia 18 de março e vale para 25 sabores do suco, embalagens de 1 litro e de 1,5 litro, com lotes iniciados por AG. A suspensão ocorreu uma semana após a Unilever anunciar recall da bebida em razão de uma falha na produção. O incidente na fábrica resultou no envase de uma solução de soda cáustica em 96 embalagens do suco de maçã AdeS 1,5 litro do lote AGB 25, informou a Unilever.
Nos cinco supermercados que desrespeitaram a determinação da Anvisa foram encontrados AdeS de lotes iniciados com AG dos sabores pêssego, vitamina de banana, manga e morango. Em dois estabelecimentos — o Multi Market da Rua Riachuelo, e o Inter da Avenida Nossa Senhora de Copacabana — não havia embalagem de AdeS à venda. Questionados sobre o motivo, funcionários das duas lojas explicaram que desde a suspensão não vendem mais as bebidas da marca.
Supermercados podem ser multados
A Anvisa classificou como “gravíssima” a existência de sucos AdeS de lotes suspensos à venda em supermercados do Rio. A reguladora informou que cabe às vigilâncias sanitárias estaduais e municipais fiscalizarem o cumprimento da suspensão. E que, quando constatada irregularidade, os estabelecimentos podem ser notificados, multados em até R$ 1,5 milhão e interditados, dependendo da gravidade da irregularidade cometida, de acordo com determinação da Lei Federal 6.437/77.
A Vigilância Sanitária do município do Rio afirmou que irá enviar equipes de fiscalização aos cincos estabelecimentos para recolher os sucos vendidos irregularmente. O órgão informou que realiza “visitas regulares” a estabelecimentos comerciais do Rio, mas que ainda não havia identificado a venda de produtos suspensos em nenhum dos cinco supermercados em que foram verificadas a irregularidade.
De acordo com a Anvisa, consumidores que encontrarem sucos AdeS de lotes interditados à venda devem denunciar o varejista à Vigilância Sanitária. Em caso de identificarem o problema após a compra, a reguladora orienta que entrem em contato com a Unilever para pedir ressarcimento pelo valor pago e que não consumam a bebida.
Procurada para comentar sobre a venda dos produtos suspensos no Rio, a Univeler, em nota, não se referiu especificamente ao caso. A empresa divulgou o mesmo texto que vem enviando durante a semana à imprensa em que reforça a realização do recall imediatamente após a detecção do envase de solução de limpeza em lugar do suco. A fabricante destaca ainda que o problema se restringe a 96 embalagens de AdeS sabor maçã, 1,5 litro (lote AGB25).
Unilever reforça apoio a varejistas
Além do recall público, a Unilever informou ainda que foram mobilizados quatro mil funcionários da equipe de vendas para apoiar redes varejistas e recolher unidades impróprias para o consumo. No entanto, a fabricante admite que apenas 46 das 96 caixas foram coletadas.
No início desta semana, a Anvisa decidiu manter a suspensão de venda e fabricação dos lotes AG, suspensos preventivamente, em 18 de março. Segundo a agência, a Unilever precisa esclarecer informações para que o relatório de inspeção sanitária realizado na fábrica seja concluído.
Por meio de nota, o Grupo Pão de Açúcar, que também administra os Hipermercados Extra, informou que desde 18 de março retirou os lotes suspensos das lojas das duas redes em todo o país. A nota diz ainda que os dois casos identificados são pontuais e, “constatada a irregularidade, as unidades remanescentes foram imediatamente retiradas e as equipes novamente orientadas quanto à expressa proibição de venda do lote”.
Já o Mundial informou que “está avaliando internamente o caso” A Rede Ultra não tinha representante disponível para para comentar o assunto. Também não foi encontrado representante do Super Prix. Lojas do Zona Sul, Prezunic, Guanabara, Rede Economia e Extra, da Rua do Riachuelo, visitadas pela reportagem tinham à venda apenas lotes regulares do AdeS (Colaboraram Luiza Xavier e Luciana Casemiro).
Fonte: O Globo

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