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Sem dinheiro Flamengo usa o que sobrou da receita de 2013 para dívidas e corre atrás de verba para reforços

Jorginho fará corte no elenco para o BrasileiroJorginho fará corte no elenco para o Brasileiro Foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo

Com cobertor curto, a diretoria do Flamengo começou o trabalho pagando caro pela credibilidade da instituição. Ao utilizar a verba do patrocinador (Peugeot) e do novo fornecedor de material esportivo (Adidas) para regularizar a situação fiscal, gastando R$ 40 milhões, o dinheiro para reforços acabou.

A obtenção das certidões negativas de débito e o pagamento de dívidas antigas com atletas e funcionários comprometeu o que restou do valor herdado da gestão anterior, que já havia gasto 80% da verda, segundo o vice de finanças Rodrigo Tostes. A missão agora é ir atrás de novas verbas para montar um time forte para o Campeonato Brasileiro. Para isso, o clube espera avançar a conversa com a Caixa Econômica e alavancar o programa sócio-torcedor.

— O futuro depende de novos patrocinadores e do sócio-torcedor. Esse dinheiro vai ser bem investido. Vamos buscar um time forte, trazer novos jogadores, investir no clube e na marca, mas sem loucuras — disse Tostes.

A análise vai ao encontro do discurso da cúpula de futebol e do técnico Jorginho, que chegou ontem junto com o elenco após vitória na estreia da Copa do Brasil. Sábado, contra o Duque de Caxias, o trabalho de avaliação dos jogadores continua para uma nova reformulação antes do Brasileirão.

A diretoria negociou com atletas direitos de imagem pendentes e pode fazer dispensas. O enxugamento do elenco já ocorreu antes da busca por reforços de peso.

— Usamos a verba quase toda para pagar salário em dia, renegociar dívidas do passado, e deixamos de fazer aquisições vultuosas no futebol — confirmou Tostes.

Em dez dias, a diretoria divulga o balanço da auditoria interna e define o orçamento do futebol. Do total previsto para o ano (R$ 200 milhões), a maioria já foi gasta.

— Da receita de 2013, já estavam comprometidos 80% dos recebíveis. O restante usamos para regularizar a situação fiscal. O que sobrou usamos para regulizar a situação fiscal com a ajuda de novas verbas. As outras dividas estamos parcelando e jogando para frente, renegociando. Precisamos de dinheiro novo — alertou o vice-presidente.

Do Extra

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