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Técnico Jorginho estreia no Fla com empate sem gol contra o Boavista

Com uma atuação muito ruim, sem criatividade e com sinais de apatia o Flamengo decepcionou na estreia do técnico Jorginho, substituto do demitido Dorival Júnior. Na noite deste sábado, no Engenhão, no Rio de Janeiro, o Rubro-Negro ficou apenas no empate sem gols com o Boavista pela segunda rodada da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca.

Com o resultado, os dois times conquistaram o primeiro ponto no Grupo B, e continuam distantes da zona de classificação para as semifinais.

As duas equipes voltam a campo na próxima quarta-feira. O Boavista visita o audax na Rua Bariri, campo do Bangu, no Rio de Janeiro, às 16h(de Brasília). Um pouco mais tarde, às 22h(de Brasília), o Flamengo pega o Bangu no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.

Alexandre Vidal/Fla Imagem

Flamengo de Ibson não conseguiu marcar gols na estreia de Jorginho e se complica no segundo turno do Carioca

O jogo – O Flamengo começou com sinais de lentidão, toques de lado e sem poder de penetração na bem fechada defesa do Boavista. A primeira oportunidade foi aos oito minutos, quando Cléber Santana recebeu na área de Leonardo Moura e chutou sobre o gol. A resposta do time da Região dos Lagos veio três minutos depois, em cobrança de falta de Tony, que fez a bola passar na rede pelo lado de fora.

Aos poucos o Flamengo se tornou o único a tomar a iniciativa do ataque, porém, mesmo assim em ritmo muito lento, o que comprometia a qualidade da partida. Aos 15 minutos, Elias cobrou falta, a bola desviou na barreira e Cléber Santana chutou sobre o gol no rebote.

Com Hernane isolado no ataque, o Flamengo tinha poucas chances de furar o bloqueio. Oatacante ainda teve uma oportunidade aos 27 minutos, quando chutou cruzado, de dentro da área, para fora. Cinco minutos depois, em uma jogada bem trabalhada, algo raro no duelo, o Rubro-Negro quase abriu o placar. Leonardo Moura rolou e Ibson chutou para o goleiro Vinícius fazer a sua primeira defesa na partida. Oito minutos depois Ibson tentou novo chute, dessa vez sobre o gol.

Na volta para o segundo tempo os erros se repetiam e o Flamengo assustava em lances casuais, como aos três minutos, quando João Paulo chutou de fora da área e a bola passou rente à trave. Os problemas ofensivos do Rubro-negro eram tantos que o time só voltou a assustar aos 23 minutos, mesmo assim quando Rafinha cruzou e Vinícius se atrapalhou cedendo escanteio. Dois minutos depois, após cobrança de escanteio de Rafinha, Elias cabeceou para fora.

Aos poucos o Flamengo foi intensificando a pressão e as jogadas foram aparecendo, mais na base do desespero do que dos méritos de criação. Aos 29 minutos, Rafinha cruzou, Hernane dominou e chutou para fora.

Nos minutos finais o Flamengo era o reflexo do desespero. O time abusava das jogadas aéreas, porém com os cruzamentos feitos de qualquer maneira. Além disso, levava sorte pelo fato da incapacidade técnica do Boavista não criar perigo para seu sistema defensivo, que ficava exposto com a tática suicida.

Gazeta Press

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