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Brasil é o 21º país que mais exporta armamentos

O Brasil subiu dez posições na lista dos países que mais exportaram armas convencionais (aviões de combate, tanques, veículos armados, helicópteros, artilharia, mísseis, entre outros) entre 2008 e 2012. No período, as exportações nacionais no setor aumentaram 167%, na comparação com o período de 2003-2007. Com isso, o País passou de 31º maior exportador, para 21º, segundo relatório do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), publicado na noite deste domingo 17, ao qual CartaCapital teve acesso com exclusividade no Brasil.

Pesquisa do IPEA apontou que mais da metade da população acredita em ameaça de invasão de estrangeiros para apropriação de recursos da Amazônia e Pré-Sal . Foto: Repórter do Futuro/Flickr

Brasil está entre os 25 países que mais compraram armas convencionais nos últimos cinco anos. Foto: Repórter do Futuro/Flickr

É o maior resultado desde o período de 1984 a 1988, quando o País ocupava o 13º lugar, se beneficiando de massivas exportações para Irã e Iraque, que estavam em guerra entre si. Somente para o governo iraquiano, o Brasil vendeu diversos tipos de tanques e 80 aviões Super Tucanos, com contrato de ao menos 500 milhões de dólares em valores da época.

O aumento significativo das exportações brasileiras nos últimos cinco anos não espanta Mark Bromley, pesquisador do SIPRI e especialista em América Latina. “O Brasil é um dos países da América do Sul com uma indústria de defesa bem desenvolvida. Nos anos 80, era um significante ator global no mercado de armas e agora o governo quer recuperar parte deste espaço.”

No último quinquênio, o Brasil exportou armas convencionais para 15 países, sendo o maior comprador o Equador (55%). O país sul-americano importou 18 aviões de combate Super Tucanos, da Embraer, e outra aeronave de transporte de segunda mão. O segundo maior cliente foi o Chile (14%), com 12 Super Tucanos.

Os dados evidenciam que a exportação de aviões, principalmente da Embraer, impulsionaram o resultado brasileiro no ranking. Este tipo de produto responde por 81% das vendas de armamentos do país. A maioria deles é de Super Tucanos. Continue lendo

Carta Capital

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