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Ministério Público do RN tenta combater ‘Aids do cavalo’ em vaquejada de Poço Branco

Doença não tem tratamento e única solução é sacrificar o animal.
Atestado negativo de doenças será exigido no ato da inscrição do evento.

Cavalo abandonado no bairro Nova Campinas, em Campinas (Foto: Reprodução EPTV)Doença ataca equinos (Foto: Reprodução EPTV)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte, através da Promotoria de Justiça da comarca de Poço Branco, cidade localizada a 59 quilômetros de Natal, celebrou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com um organizador de vaquejadas do município para tentar evitar a disseminação de doenças como o mormo e a anemia infecciosa equina, conhecida popularmente como ‘Aids do cavalo’.
De acordo com o TAC, o organizador se compromete a exigir, no ato de inscrição dos participantes da vaquejada, o atestado de sanidade animal dos cavalos que participarão do evento. A medida foi tomada com base na gravidade das doenças e nos riscos de contaminação.
“Não existe tratamento nem vacina para essas doenças, sendo a prevenção a única conduta cabível; uma vez diagnosticada a doença, a solução é o sacrifício do animal e, no caso do mormo, também a desinfecção do local”, diz a publicação no Diário Oficial.
O veterinário Rochael Maia explicou que o mormo é uma doença infecciosa causada por uma bactéria, transmitida por meio do contato com a secreção nasal, pus, abcessos e urina, e também transmissível ao ser humano. Já a anemia infecciosa equina é conhecida como aids do cavalo pela semelhança com a doença que afeta os humanos.
“É uma doença causada por vírus e que pode provocar a morte do animal. A transmissão acontece através do contato com o sangue do animal contaminado. Se for aplicada uma injeção em um animal contaminado com a anemia infecciosa, por exemplo – e essa mesma agulha for utilizada em outro animal – pode acontecer a contaminação”, explicou o veterinário.
Rochael Maia explicou ainda que a transmissão pode acontecer através do cruzamento de animais e ainda da picada de insetos. “Se um inseto pica um animal contaminado e depois vai para um animal sadio ele leva o vírus”, disse. Segundo ele, o período de incubação da doença, ou seja, período que o animal se contamina até apresentar os sintomas da doença, é de uma semana a 3 meses.
“Por isso é importante exigir o exame que comprove que o animal não está contaminado, porque ele pode estar com o vírus, mas ainda não ter apresentado os sintomas”, disse.
Doenças
De acordo com o Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (Idiarn), o mormo e a anemia infecciosa animal são doenças graves. A diretora de Sanidade Animal do Idiarn, Fabiana Lo Tierzo, explicou que o estado não está livre da doença e, por essa razão, a fiscalização em eventos é importante.
“Em eventos como as vaquejadas os animais ficam juntos, muitas vezes bebem água e se alimentam no mesmo lugar. Por isso é importante exigir o atestado negativo de doenças como o mormo e a anemia infecciosa para evitar a disseminação dessas doenças”, disse.

Do G1 RN

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