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Galo joga bem e atropela São Paulo no Independência

A torcida do Atlético-MG, que lotou o Independência nesta quarta-feira, para acompanhar a estreia do Galo na Libertadores foi recompensada com um grande jogo e uma vitória ante o São Paulo por 2 a 1. O duelo marcou o retorno do time mineiro à competição mais importante das Américas após 13 anos.

Dentro de campo, as duas equipes fizeram uma partida bastante movimentada e com variações táticas dos dois lados, em um jogo digno de Libertadores. Para os mais supersticiosos, o primeiro gol do Galo foi anotado pelo avante Jô, aos 13 minutos, do dia 13, no ano de 2013, o que para alguns atleticanos significa sorte, justificada pelo lance que gerou o gol alvinegro. Réver marcou no segundo tempo, e Aloísio diminuiu o prejuízo do São Paulo.

Ronaldinho aproveitou um lance de bola parada para beber água, a defesa do São Paulo não acompanhou o jogador, que ficou livre para receber a bola em cobrança de lateral e rolar com açúcar para Jô. O próprio Ronaldinho revelou que não era uma jogada ensaiada, e sim um lance de sorte. No segundo tempo, o pentacampeão também fez a assistência para Réver.

Bruno Cantini/CAM

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Zagueiro Réver recebeu cruzamento de Ronaldinho Gaúcho e marcou de cabeça o gol da vitória do Atlético

Na sequência da Libertadores, o Atlético-MG terá compromisso contra o Arsenal-ARG, jogo marcado para o próximo dia 26, mas antes o Galo volta as atenções para o Campeonato Mineiro. No domingo, o time enfrenta o Araxá, no Independência. Já o São Paulo recebe no dia 28 de fevereiro os bolivianos do The Strongest. O Tricolor, porém, joga pelo Paulistão no sábado, encarando o Ituano, no Morumbi.

O jogo – O São Paulo iniciou a partida pressionando a saída de bola atleticana, que encontrou dificuldades nos primeiros minutos. Aos poucos, o Galo equilibrou o jogo, que apresentou um cenário de muita movimentação, com as duas equipes buscando o gol com formações bastante ofensivas.

A primeira chance de gol surgiu logo aos seis minutos, e foi do Atlético-MG, com o avante Jô, que desviou cobrança de falta de Ronaldinho, obrigando Rogério Ceni a fazer boa defesa. O lance incendiou a torcida alvinegra, que lotou o Independência, transformando o estádio em um verdadeiro caldeirão, apoiando o Galo.

Aos 13, o Atlético-MG surpreendeu a defesa do Tricolor com uma cobrança perfeita de lateral de Marcos Rocha, que deixou Ronaldinho livre para dar uma verdadeira assistência para Jô, que apareceu como um verdadeiro centroavante e empurrou para as redes, levando a torcida à loucura nas arquibancadas.

Com vantagem no marcador e apoiado pela torcida, o Atlético-MG aproveitou o bom momento no jogo e passou a ter as rédeas da partida. Tardelli, que fez a estreia pelo Galo, e o jovem Bernard trocaram de posições em várias oportunidades, o que confundiu a marcação do Tricolor. No duelo tático, Osvaldo e Douglas também trocaram de posições, proporcionando um espetáculo digno de Libertadores.

Atuando com velocidade, o Atlético-MG quase ampliou em uma jogada que começou com uma reposição de bola do goleiro Victor, que chegou ao volante Leandro Donizete, que deixou Bernard na cara do gol, mas Rogério fez ótima intervenção e Tardelli desperdiçou o rebote. Com dificuldades para chegar ao ataque com qualidade, o São Paulo tentou alguns passes longos, sem muito sucesso, o que chegou a irritar o técnico Ney Franco.

Na volta para os segundo tempo, o Atlético-MG diminuiu o ritmo dos primeiros 45 minutos, procurando tocar a bola com paciência para encontrar espaços para explorar as jogadas em velocidade. Sem alternativas, o São Paulo foi obrigado a adiantar as linhas de marcação, correndo riscos com Bernard e Tardelli pelas laterais do campo.

Rubens Chiri/Site Oficial SPFC

Aloísio descontou para o São Paulo, mas o time visitante não conseguiu evitar a derrota

Mais ousado ofensivamente, o Tricolor começou a ameaçar o goleiro Victor, principalmente com Osvaldo, que criou boas jogadas. O técnico Ney Franco trocou o lateral Paulo Mirada pelo atacante Aloísio, aumentando ainda mais o poder de fogo dos visitantes. Aos 21, o São Paulo conseguiu uma roubada de bola, que permitiu Luis Fabiano ficar na cara do goleiro Victor, que operou milagre para evitar o empate.

Com o jogo entrando no último quartil, o Tricolor passou a agredir o Galo com mais intensidade, procurando o gol da igualdade. Sentido que o time estava pressionado dentro de campo, a torcida resolveu apoiar o time, incentivando os jogadores. Aos 27, brilhou a estrela de Ronaldinho, que foi à linha de fundo e cruzou com perfeição para o zagueiro Réver, que, de cabeça, ampliou o marcador.

O gol alvinegro no melhor momento do Tricolor no jogo foi uma espécie de banho de água fria para o São Paulo. O time paulista sentiu o golpe, mas se recompôs e continuou atrás do gol. Aos 37, Luis Fabiano deu assistência para Aloísio, que ganhou dividida com Júnior César e diminuiu o placar, o que garantiu o nível da partida até o apito final do árbitro Marcelo de Lima Henrique.

Gazeta Esportiva

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