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Em terra baiana, Lázaro Ramos fala sobre trajetória e fim da novela Lado a Lado

Trinta e quatro anos, 25 de carreira, 17 filmes, quatro novelas e diversos espetáculos de teatro. Essa é parte da trajetória do ator baiano Lázaro Ramos.
Ele, que interpreta o personagem Zé Maria, na novela das seis, Lado a Lado, da Tv Globo, está em Salvador e conta sobre a trajetória dele no teatro, cinema e televisão. Ele falou também sobre o fim de seu personagem na novela.
“Eu gostaria que [Zé Maria] terminasse com paz no coração, já que ele sofreu muito nos últimos tempos. E eu gostaria que terminasse com a capoeira tendo o espaço que ele lutou para ter”.
Em conversa realizada na sexta-feira (22), em um hotel da capital baiana, Lázaro conta que começou no teatro por acaso. “Tinha um projeto itinerante aqui em Salvador e minhas primas estavam fazendo uma peça para apresentar no bairro da Federação. Meu primo Rogério fazia um menininho que conversava com as bruxas, e ele ficou doente. Concidentemente eu estava lá na hora e me colocaram para fazer a peça. Agora o detalhe: eu nunca tinha lido um texto de teatro, nunca tinha visto uma peça de teatro e já subi no palco para fazer aquilo e eu nem sabia o que eu estava fazendo, mas naquele momento eu já fiquei encantado. A partir daí eu tive um segundo momento, que foi com, Célia Felicidade, produtora da banda Ara Ketu, que me colocou para fazer uns esquetes na televisão. Aí depois profissionalmente com o Bando de Teatro Olodum, em 1993”.
lázaro ramos (Foto: Sandra Delgado / Divulgação)Lázaro Ramos (Foto: Sandra Delgado / Divulgação)
Sobre o espetáculo que ele começou atuar profissionalmente, “Ò paí, ó”, do Bando, Lázaro diz que sente saudades. “Foi muito bacana ter tido esse projeto na televisão [a peça virou seriado na TV Globo], justamente por ele ter começado aqui em Salvador. Eu sou muito grato ao Bando por ter me formado enquanto artista, enquanto cidadão e pelos frutos que foram gerados”, conclui.
O ator revela ainda que o filme Madame Satã, dirigido por Karim Aïnouz em 2002 foi um pulo na carreira. “Eu nunca tinha feito um protagonista no cinema, é um personagem que não é simples de fazer, já que são vários desafios, e eu era muito inexperiente, muito jovem.  Eu tinha 21 anos de idade e o personagem tinha 32”, explica.
Como diretor
Lázaro dirigiu o espetáculo Namíbia, Não!, escrita por Aldri Anunciação. A montagem tem argumento provocador ao abordar, sem tentar resolver o assunto, uma situação hipotética: o ano é de 2016 e o governo brasileiro obriga que todos os afrodescendentes regressem imediatamente à África, refletindo, em pleno século XXI, como seria o revés da diáspora vivida pelo povo africano durante o Brasil escravocrata.
Sobre o espetáculo, o ator conta que se sente feliz com o resultado. “Fico extremamente feliz por estar em cartaz por dois anos e meio e isso para teatro é uma vitória”.
O espetáculo estreou em 2011 no Teatro Castro Alves, em Salvador, e já se apresentou em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza e Brasília. Desde então, a montagem já foi vista por mais de 35 mil espectadores.
Lázaro Ramos e os atores do espetáculo que ele dirige, "Namíbia, Não!" (Foto: Crisna Pires / Divulgação)Lázaro Ramos e os atores do espetáculo que ele dirige, “Namíbia, Não!” (Foto: Crisna Pires / Divulgação)
Pela frente
Lázaro conta as novidades para quando terminar a novela das seis. “Eu tenho dois filmes para estrear, um deles dirigido por Sérgio Machado, diretor do filme Cidade Baixa. O filme está com dois nomes provisórios, ou vai se chamar Acorda Brasil ou Orquestra de Heliópolis. Nesse filme tem um músico da Orquestra Neojibá, que faz meu personagem quando eu era criança. É lindo. O filme é a história de um músico, violinista, que acaba indo dar aula na comunidade de Heliópolis, não quer muito estar ali, mas acaba se transformando”, revela.
O outro filme chama-se “O vendedor de Passados”, dirigido pelo Lula Buarque, e é baseado no livro de José Eduardo Agualusa, que é um escritor angolano e que também vai estrear no fim deste ano”.
Do G1 BA

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