segunda-feira , dezembro 5 2016
Home / Polícia / Deputada denuncia que foi agredida pela PM durante desocupação. Veja as imagens

Deputada denuncia que foi agredida pela PM durante desocupação. Veja as imagens

A deputada distrital e presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal), Celina Leão (PSD), denunciou, em plenário, ter sofrido agressão da tropa de choque da Polícia Militar, durante a retirada de 350 famílias que ocupavam uma área no Varjão na manhã desta quinta-feira (21). Outras 30 pessoas também teriam sido feridas durante a ação.

A deputada distrital e presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal), Celina Leão (PSD), denunciou, em plenário, ter sofrido agressão da tropa de choque da Polícia Militar, durante a retirada de 350 famílias que ocupavam uma área no Varjão na manhã desta quinta-feira (21). Celina explicou que a agressão ocorreu no momento em que tentou entrar em contato com uma mulher que acabara de ser agredida pelos policiais.— Uma moradora que estava amamentando uma criança teve gás de pimenta jogada nos olhos por um policial. Eu sou presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e quis ir falar com a mulher, que começou a passar mal, mas os policiais não deixaram. Aí foi um tumulto e começou a agressão.De acordo com a deputada, mais de 30 ocorrências de agressão foram registradas na Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Ela afirmou ainda que até crianças sofreram violência.

— Nós também vimos crianças sendo agredidas. Quando a PM fez o cordão de isolamento, separou as pessoas que estavam resistindo, mas o cercado fechou as crianças dentro e deixou as mães de fora. Imagina a situação: um monte de criança chorando, mães desesperadas. O presidente da Câmara Legislativa, deputado Wasny de Roure (PT), solicitou que Celina Leão encaminhe à presidência da casa todas as gravações para que ele possa levar ao conhecimento do comando da PM "para registrar o fato e pedir apuração". 
A deputada disse que vai fazer a denúncia na corregedoria da PM. Procurada pelo R7, a assessoria de comunicação da Polícia Militar do DF informou que desconhece registros de agressão durante a desocupação e que a ação foi acompanhada pela imprensa. A corporação sugeriu ainda que a deputada registre a ocorrência na Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher).

Celina explicou que a agressão ocorreu no momento em que tentou entrar em contato com uma mulher que acabara de ser agredida pelos policiais. — Uma moradora que estava amamentando uma criança teve gás de pimenta jogada nos olhos por um policial. Eu sou presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e quis ir falar com a mulher, que começou a passar mal, mas os policiais não deixaram. Aí foi um tumulto e começou a agressão.Depois de ter sido agredida, a deputada seguiu para o plenário da Câmara Legislativa do DF e fez a denúncia. O presidente da casa, deputado Wasny de Roure (PT), solicitou que Celina Leão encaminhe todas as gravações para que ele possa levar ao conhecimento do comando da PM "para registrar o fato e pedir apuração".

Na ocasião, os moradores tentaram resistir ao trabalho de desocupação com faixas e barreiras humanas. Eles afirmam que não têm para onde ir e o auxílio-aluguel de R$ 408 mensais não estaria cobrindo o pagamento de nenhum imóvel na região. Os líderes comunitários dizem que o GDF não quis negociar com ninguém em nenhum momento e que a ordem era somente de finalizar a ação.
Em nota, a assessoria de comunicação da Polícia Militar do DF informou que desconhece registros de agressão durante a desocupação e que a ação foi acompanhada pela imprensa. A corporação sugeriu ainda que a deputada registre a ocorrência na Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher).

Uma outra moradora também sofreu ferimentos na perna e contou com ajuda de amigos e familiares para conter o sangramento ocasionado por conta da pancada. A deputada disse que até crianças sofreram com a violência dos policias. — Nós também vimos crianças sendo agredidas. Quando a PM fez o cordão de isolamento, separou as pessoas que estavam resistindo, mas o cercado fechou as crianças dentro e deixou as mães de fora. Imagina a situação: um monte de criança chorando, mães desesperadas.

Fonte: R7

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Você não tem permissão para usar essa função.