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O peso certo: Sobre as mentiras que a balança conta

Quem nunca subiu numa balança esperando que o “peso” mostrado por ela seja o menor possível? Frequentemente nos pesamos de olho no número que vai aparecer no visor digital, embora ele esteja longe de ser um parâmetro confiável para avaliar a situação da sua saúde e o sucesso do seu treino. “Perder peso”, embora seja o que a maioria dos praticantes amadores de esporte persegue, é um termo incorreto que minimiza algo bem mais complexo do que parece.

Mesmo o Índice de Massa Corporal, o famoso IMC, obtido por uma fórmula que avalia estatura e peso, pode levar a classificações incorretas. É possível apresentar IMC baixo, por exemplo, mas com porcentagem de massa gorda considerável – e vice-versa.

O corpo é basicamente constituído por gordura (massa gorda), ossos e músculos (massa magra). Quando determina o seu peso, a balança tradicional não discrimina quanto dele é formado por massa magra e quanto se deve à massa gorda. Consequentemente, não nos informa se o ganho ou a perda de peso são preocupantes ou benéficos. Confira dois casos reais que ilustram a questão:

Caso 1 – Uma praticante de musculação vinha exagerando nos treinos e não seguia orientação nutricional. Após ser reavaliada em termos de composição corporal, percebemos que sua massa gorda aumentara 1,2kg, enquanto sua massa magra diminuíra 1,4kg. Em outras palavras, ela até perdeu peso, mas sua composição corporal piorou.

Caso 2 – Um homem mais velho que havia ficado sedentário por anos decidiu adotar um programa de atividade física. Nós o avaliamos na primeira semana de treinos e repetimos o processo após três meses . Resultado: seu peso aumentou 1,2 kg. A massa gorda, porém, havia reduzido em 900 gramas. Perplexo, este aluno perguntou: “Como posso ter ganhado peso, se estou fazendo tudo direito?” A explicação é simples: ele ganhou 2,1 kg de massa magra.

Os dois casos mostram como a balança pode “mentir” para você. No primeiro caso, se fosse o único parâmetro para acompanhar a evolução dos programas, a praticante teria sido levada a acreditar que estava no caminho certo. E não estava. Já no segundo, o aluno teria ficado desestimulado, achando que estava engordando por conta dos exercícios. O que também não era verdade.

Fica então a dica: esqueça um pouco o número registrado pela balança e faça uma análise da sua composição corporal para saber se você está perdendo peso corretamente.

Por Renato Dutra/(Foto: Thinkstock)

Da Revista Veja

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