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Adoção: falta de conhecimento é principal obstáculo

A 1ª Vara da Infância e da Juventude de Natal reforçou, nesta terça-feira, 30, uma preocupação que tem dificultado os processos de adoção na capital potiguar: a falta de informação sobre o procedimento, por parte das mães que pretendem entregar os filhos para uma família substituta.

“Isso gera [nas mães] um certo ‘medo’ do procedimento. Muitas têm medo do Judiciário e dizem, por exemplo, que não entregarão os filhos ao juiz – elas pensam que a entrega é para o juiz – porque acham que a criança vai ser deixada abandonada num orfanato”, revela o diretor de secretaria, João Francisco, servidor na unidade.

Segundo ele, a falta de conhecimento é mesmo o principal obstáculo, já que o tempo real de uma criança, em um orfanato, após a mãe demonstrar o desejo de entregá-la para a adoção, é mínimo. Chega a, no máximo, uma semana.

“Ou bem menos que isso. Uma criança com até dois anos, por exemplo, não passam três dias, porque já existem famílias cadastradas só no aguardo para adotarem”, destaca o diretor de secretaria, ao apontar que a ideia não é estimular a Adoção, mas estimular ações que ampliem o conhecimento das famílias em torno do tema, como defende o próprio juiz da 1ª Vara da Infância, José Dantas de Paiva.

“São mães, em geral, solteiras, desempregadas e de classes menos favorecidas que procuram o Judiciário”, esclarece João Francisco, ao acrescentar que os procedimentos são seguros e realizados por meio de um cadastro nacional de adoção, que segue uma ordem cronológica.

Do TJRN

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