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Longe da perfeição, Brasil vai arrumando a casa para Copa de 2014

Andamento das obras aumenta otimismo dos dirigentes pelo País

castelão

Castelão foi o primeiro dos 12 estádios do Brasil a ser inaugurado para o Mundial

O Brasil, como a maioria das nações, tem seus problemas, mas um deles parece estar desaparecendo: a ideia de que o país não estará pronto para receber a Copa do Mundo dentro de 18 meses.

Embora ainda haja preocupações envolvendo a Arena Amazônia, em Manaus, e aeroportos como o de Belo Horizonte, além de modernização de estradas e a construção de alguns hotéis, o Brasil parece estar no caminho para realizar uma Copa satisfatória, como garante Ricardo Trade, executivo-chefe do COL (Comitê Organizador Local da Copa).

– Nos últimos 40 anos, só a Olimpíada de Montreal, em 1976, e a Olimpíada de Atenas, em 2004, ainda tinham preocupações com construções no final. Isso não vai acontecer aqui.

No entanto, um clima geral de ceticismo persiste no país. Muitos brasileiros acham que, de fato, os estádios ficarão prontos a tempo, mas há a sensação de que o sistema de transportes, os aeroportos e a capacidade hoteleira podem não dar conta.

Há também a ideia de que alguns estádios – construções caras, que expressam o crescente poderio financeiro da sexta maior economia mundial – estão fadados a virar elefantes brancos, e que grande parte das obras terá estouros orçamentários.

Durante duas semanas, representantes da Fifa, do COL, do governo federal e dos Estados, entre outras autoridades, acompanharam 20 jornalistas estrangeiros por seis sedes da Copa que receberão também jogos da Copa das Confederações, em 2013.

O andamento das obras varia – dos praticamente concluídos Mineirão (MG) e Castelão (CE) aos ainda "crus" Maracanã (RJ) e Estádio Nacional Mané Garrincha (DF).

Mas não existe sensação de pânico. É o que afirmou o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, a jornalistas em Brasília.

– Não estamos envolvidos em uma corrida contra o tempo. Nossa maior preocupação é o estádio em Manaus, que, por estar na Floresta Amazônica, tem seus próprios problemas – mas eles serão resolvidos. Todos os 12 estádios estarão prontos para a Copa.

O primeiro desses estádios a abrir os portões oficialmente, no domingo, foi o Castelão, em Fortaleza, inaugurado pela presidente Dilma Rousseff.

O Mineirão, em Belo Horizonte, será entregue na próxima sexta-feira. Os outros quatro estádios que sediarão a Copa das Confederações – em Recife, Salvador, Brasília e Rio – devem ficar prontos até abril.

Participando da cerimônia no Castelão – uma obra de R$ 518,6 milhões, com capacidade para 67 mil espectadores – Dilma disse que a conclusão do primeiro estádio da Copa, no mesmo dia da conquista do Mundial de Clubes pelo Corinthians, mostra a força do Brasil dentro e fora de campo.

Prazo apertado

A Fifa deu até abril para que os demais quatro estádios da Copa das Confederações fiquem prontos. Ainda há dúvidas a respeito do estádio da capital federal e do histórico Maracanã, palco da final da Copa de 2014. Ambos receberão enormes coberturas, de acordo com Ícaro Moreno, engenheiro-chefe do projeto do Maracanã.

– É uma tarefa muito complicada, mas estamos confiantes de que ficará pronto a tempo. No final de novembro, o estádio estava 75% completo, e irá durar por 50 ou 100 anos – então algumas semanas para mais ou para menos não irão afetar nossos planos para estarmos prontos.

O mesmo não se pode dizer de Brasília, que tem mais aspecto de canteiro de obras do que o Maracanã. Os engenheiros garantem que ele está 84% concluído, mas essa avaliação parece enormemente otimista. Trade, no entanto, diz não estar preocupado.

– Há metas a cumprir, e todas elas serão cumpridas. A Copa das Confederações é em junho do ano que vem, a Copa do Mundo em 18 meses. Fizemos promessas à Fifa e ao povo brasileiro, e todas as promessas que fizemos nós iremos cumprir.

Mesmo pela metade, todos os estádios transmitem uma sensação de grandeza compatível com o país mais vitorioso da história das Copas, e que almeja seu sexto título em 2014.

Em Belo Horizonte e Fortaleza, as plataformas e passarelas do entorno oferecem vistas soberbas para as respectivas cidades.

Os estádios, aliás, têm infraestruturas construídas tendo em mente legados sustentáveis, e os projetos inspiram respeito, especialmente em Fortaleza, com uma das laterais deixadas abertas, com vista para a cidade abaixo.

Copyright Thomson Reuters 2011

Via R7

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