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Governo do RN não paga dívida e médicos da Coopmed param atendimento

Homem internado no corredor do Hospital Walfredo Gurgel faz protesto (Foto: Ricardo Araújo/G1)

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As dificuldades enfrentadas pela população potiguar que depende da Saúde pública estadual serão agravadas a partir deste sábado (1º). Os profissionais que integram a Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (Coopmed RN) decidiram suspender os atendimentos, mais uma vez e por tempo indeterminado, por falta de pagamento.

A Cooperativa reclama, desta vez do Governo do Estado, o repasse de aproximadamente R$ 1,5 milhão referentes aos serviços prestados nos meses de agosto, setembro e outubro. Caso o Executivo Estadual não quite a dívida, o montante será ainda maior, pois o mês de novembro será incluído na listagem.

A paralisação iniciada na manhã deste sábado atinge, principalmente, os hospitais de referência em cirurgias ortopédicas de urgência, emergência e eletivas, que são o Walfredo Gurgel / Clóvis Sarinho, enfermarias do Hospital Universitáio Onofre Lopes, em Natal, e o Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim. "Essa questão cíclica, repetitiva, está se tornado insuportável para a população e também para os médicos", asseverou o coordenador financeiro da Coopmed, Julimar Nogueira. O secretário estadual de Saúde, Isaú Gerino, classificou a atitude da Cooperativa como intransigente.

"Nós conversamos com o dr. Julimar na sexta-feira (30) e informamos que o pagamento será feito na primeira hora da próxima segunda-feira (3) e eles mantiveram a paralisação, foram intransigentes. A governadora se comprometeu a pagar na segunda. É um compromisso dela", afirmou Isaú Gerino. Ele alegou, ainda, que o pagamento sofreu um atraso em decorrência do envio de informações relativas à folha de pagamento ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Além da reclamação dos pagamentos em aberto, os médicos cooperados afirmam que o desabastecimento nas unidades estaduais de Saúde é constante. "Além do desabastecimento, as condições de trabalho são péssimas", destacou o representante da Coopmed.

Saúde Municipal

Além da paralisação nas unidades estaduais de Saúde, a Cooperativa sinalizou que irá suspender os atendimentos na rede municipal a partir de segunda-feira (3), também por inadimplência e vencimento do contrato.  A suspensão dos atendimentos irá atingir os serviços de alta e média complexidade que compreendem em torno de 36 especialidades, além do Samu Natal e plantões de urgência e ambulatoriais de 25 unidades de saúde do Município. O G1 tentou contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mas não obteve retorno.

* Pacientes protestam nos corredores do Pronto-

Socorro Clóvis Sarinho (Foto: Ricardo Araújo/G1)

Do G1 RN

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