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Os diferentes tipos de parto

Não adianta, para você conhecer o grande amor da sua vida e saber, finalmente, como é o rosto e o cheirinho do seu nenê, você, necessariamente, terá que passar pelo parto. Por isso, hoje em dia a medicina proporciona diferentes tipos de nascimento e cabe à mãe, munida de acompanhamento médico e apoio familiar, escolher o meio de dar à luz que privilegie a saúde e a segurança dela e de seu filho.

Parto normal
Parto natural.Conta com a participação da mãe. Ela sente as contrações, a bolsa se rompe, ela entra em trabalho de parto (a ordem pode não ser necessariamente essa) e, finalmente, há a expulsão – momento em que, por via vaginal, o bebê ganha o mundo. Em alguns casos, é ministrada ocitocina, um hormônio feminino que acelera as contrações. Ela é produzida espontaneamente pelo corpo da parturiente, entretanto, quando o trabalho de parto está muito demorado, o médico pode optar por injetá-la em sua forma sintética na paciente. Outra pequena intervenção que pode ser necessária é a episiotomia, um corte na região do períneo para facilitar a passagem do bebê.

O fórceps é um instrumento que, em alguns casos, figura nesse momento. Por muitos anos as mamães temiam tal aparelho, contudo, ele pode salvar vidas e auxiliar o parto que não está evoluindo naturalmente. Segundo a Doutora Regina Celi Passagnolo Sérgio Piazzetta, médica obstetra e mestre em clínica médica do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, não há como prever o uso do fórceps. “Simplesmente, em um dado momento, surge a necessidade de um instrumento para posicionar melhor a cabeça do bebê, possibilitando a finalização do parto”. A doutora ainda lembra que esse, bem como outros procedimentos cirúrgicos, vieram para ajudar na hora do nascimento e devem visar ao bem estar da mãe e da criança.

Ao contrário do que se imagina, esse parto também garante à mulher maior ou menor intervenção medicamentosa. Eis alguns exemplos de parto normal:

  • Parto normal com analgesia: a parturiente recebe uma anestesia local, nas costas. Contudo, suas funções e capacidade de fazer a força para realizar o parto são preservadas. Indicado para as mães que querem participar do trabalho de parto, mas temem as sensações dolorosas.Parto normal sem analgesia: a mulher não recebe qualquer tipo de droga para aliviar a dor. Ela sente todas as contrações uterinas e fica sensível, durante todas as etapas, sobre o que está acontecendo com seu corpo e com o seu bebê.
  • Parto humanizado: a intervenção é nula ou quase nula. Entretanto, ele só é indicado se a mãe e o bebê estiverem em perfeito estado de saúde. Nesse nascimento, que pode ocorrer em residências, dentro de piscinas ou no ambiente mais confortável para a mulher, há a assistência de uma doula – enfermeira especializada em acompanhar a gestante e supervisionar o parto. Todo o trabalho é conduzido pela mãe. Não há anestesia – a gestante pode aliviar dores com técnicas aprendidas durante a gravidez, como massagens, respirações, banhos de imersão -, nem cortes, nem indução com hormônios. O processo é guiado pela natureza e comandado pela mulher. A mãe é a protagonista. É imprescindível, nessa escolha, que haja um preparo durante todo o pré-natal, tanto para acompanhar o vigor da mãe e do bebê, quanto para a grávida condicionar seu corpo para esse momento.
Parto cesariano
 
A mãe se submete a uma cirurgia para a retirada do bebê e a tudo que o procedimento envolve: anestesia, pontos, internação prolongada, medicação pós-operatória. É uma operação rápida- após a anestesia (peridural ou raquidiana), faz-se um corte transversal um pouco acima dos pelos pubianos, passando por diversas camadas, até chegar-se ao bebê e à placenta.

Nessa situação, a mulher é passiva – muitas vezes, ela sequer chega a entrar em trabalho de parto. Em algumas gestações, a intervenção é agendada previamente, seja por um pedido da grávida, seja por uma determinação médica. De acordo com a doutora Regina, há casos clínicos em que a cesárea não só é recomendada, como obrigatória para preservar a vida da mãe e do bebê. Para a médica, são indicativos de cesariana a posição fetal (se o bebê estiver sentado, por exemplo) e algumas situações de gravidez gemelar. “Também é indicação de cesárea quando algum exame indica que o bebê não está bem na sua vitalidade e precisa ser retirado para ter melhores chances fora do útero”, explica. Deslocamento da placenta, cesáreas prévias, pressão alta e bebês com deficiência também podem inspirar o médico a optar por esse tipo de parto.

A cesariana pede um tempo mais prolongado para a recuperação da mãe. Há de se atentar contra infecções e ter cuidado com os pontos. Por fim, a obstetra recomenda: “O melhor mesmo é que a gestante, durante o pré-natal, forme um vínculo com um obstetra ou com um determinado serviço ao qual ela possa confiar seu atendimento. O obstetra é um profissional que recebeu uma formação específica para esse atendimento. De forma ética, ele fará o possível para que corra tudo bem. Ele não deve estar com outras motivações ou preocupado em atender a um simples desejo da mãe ou da família”.

Você sabia?
Bebês prematuros também podem nascer por parto normal. O canal do nascimento, contudo, tem que ser mais largo, pois o nenê precisa de maior espaço para garantir que não sofrerá nenhuma lesão.

Fonte: yahoo!

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