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Poesia matuta: Juvelina

No quilaro afumaçado
do pavi da lamparina
impariei meu oiá
cum oiá de Juvelina
e nóis dois se apreguemo
cuma pueira em butina.

E ela munto malina
buliu cumigo de chei
se butano pro meu lado
sem prosa nem arrudei
taliquá um caminhão
disbanguelado sem frei.

E eu disse a Zé Vermei
que é o pai da donzela
no ripucho que nóis tamo
pode infeitá a capela
que daqui pro fim do mês
eu me abufelo mais ela.

Pra incurtá a novela
ispie só o resurtado
Ainda num fez um ano
que nóis dois semo casado
um bebezin já nasceu
e tem ôto incumendado.

Léo Medeiros

Sobral, 20 de Janeiro de 2007.

Juvelina é parte integrante do CD Minha Terra, Meu Sertão de Léo Medeiros

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