sábado , dezembro 3 2016
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Pesquisa mostra como o brasileiro vivencia o carinho

Levantamento inédito mostra que o carinho é mais importante do que dinheiro para o brasileiro e que o nordestino é o povo mais afetuoso do País

Se a tristeza um dia Te encontrar triste, sozinho Trata dela bem Porque a tristeza quer carinho
(…)
E dá-lhe um amor tão lindo
Que quando ela se for indo
Ela vá contente
De ter tido o teu carinho”

Canção de enganar tristeza

(Vinicius de Moraes e Baden Powell)
Caso alguém lhe perguntasse agora qual a importância que você dá ao carinho em sua vida o que você responderia? E o dinheiro, o quão importante ele é para você? Estas foram algumas das questões propostas por pesquisadores do Ibope a 2.002 pessoas em 140 municípios brasileiros. O resultado do estudo é surpreendente: você pode até não acreditar, mas a maioria dos brasileiros dá mais importância ao carinho que ao dinheiro.

Para 62% dos entrevistados, o carinho é fundamental em suas vidas. Apenas 28% das pessoas ouvidas durante o levantamento deram este mesmo status ao dinheiro.

De acordo com o estudo, são as mulheres que demonstram mais carinho. Sessenta e nove por cento delas afirmaram que frequentemente fazem este tipo de demonstração, enquanto entre os homens este número só chegou a 54%.

O curioso é que são eles que mais sentem falta de ser acarinhados. Trinta por cento dos homens lamentaram a ausência de gestos de afeto -contra 26% das mulheres em mesma situação. “É preciso considerar que, para o homem, é mais difícil vencer o preconceito e assumir que o carinho é importante para sua vida”, pontua o professor José Roberto Leite, coordenador da Unidade de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e fundador do Centro de Estudos em Medicina Comportamental (Cemco).

Mas não são só os homens que reclamam de carência, uma parcela expressiva da população brasileira também o faz. Inacreditáveis 28% dos entrevistados afirmaram “não ter recebido carinho em suas vidas”. Outros 21% revelaram nunca ter manifestado carinho a ninguém.

“Uma pessoa que não recebeu a devida atenção mostra problemas de comportamento muito sérios, a pessoa efetivamente percebe isso”, analisa José Roberto, em entrevista ao O POVO, por telefone. “Dar afeto, dar amor, amar, sem expectativa de retorno é fator de muita importância para a promoção do bem estar emocional, é um elemento importantíssimo para a promoção da felicidade humana”, completa o médico.

Esta importância não passa despercebida pela população. Quarenta e quatro por cento dos entrevistados declararam que “o carinho impacta positivamente no dia a dia”. Aqui no Nordeste este fato é ainda mais significativo, 50% da população concorda com a frase.
Entre nós
Aliás, se o brasileiro surpreende em termos de afetuosidade, os nordestinos dão um verdadeiro show quando o assunto é apreço, cuidado, desvelo, ou seja, carinho.

Entre as quatro regiões pesquisadas no estudo, são os nordestinos quem mais se importam com o carinho: 68% dos entrevistados. Em segundo lugar vem a população do Sudeste (64%), seguida pela do Norte/Centro-Oeste (54%) e, finalmente, pela do Sul (53%).

Não é só. Também estão no Nordeste os melhores índices no quesito dar e receber carinho. Trinta e nove por cento dos nordestinos disseram ter recebido muito carinho ao longo da vida (contra 35% da média nacional) e 41% afirmaram ter proporcionado muito carinho até hoje.

De um modo geral, 59% dos brasileiros consideram que existe mais carinho hoje no Brasil que antigamente. Entre os nordestinos este número é de 66%, mais uma vez o mais alto do País (na sequência vêm Norte/Centro-Oeste, com 59%; Sudeste, com 56%; e Sul, com 55%).

Um dado curioso deste quesito do estudo é que 37% da população disseram que antigamente existia menos carinho nas famílias; embora 30% defendam o oposto e afirmem que as famílias do passado eram mais carinhosas.
Estender a mão
Outro dado positivo revelado pela pesquisa, que foi realizada sob encomenda da empresa Johnson & Johnson, é que o brasileiro mantém certa disposição em ajudar o outro, ainda que ele seja um desconhecido.

Vinte e nove por cento dos entrevistados afirmaram que estariam propensos a ajudar alguém que não conhecessem. No Nordeste este índice aumenta para 34%. Em contrapartida, em nível nacional, 35% dos homens e 29% das mulheres afirmaram não ter vontade de ajudar desconhecidos.

Ainda no quesito de ajuda, 40% dos entrevistados disseram que se sentiriam motivados a ajudar depois de receber apoio de alguém para resolver um problema. Mais uma vez, entre os nordestinos o índice é maior: 48%.

“O importante desta pesquisa é mostrar como carinho é relevante para cada um. O ser humano percebe da relevância de ser cuidado, ser querido. Seria realmente esperado que uma boa parcela da população enfatizasse esse aspecto”, ressalta José Roberto.

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA

A pesquisa foi encomendada pela Jonhson & Jonhson com o objetivo de “entender como o carinho afeta a vida das pessoas e também comprovar que a demonstração de carinho motiva as pessoas a tomarem atitudes positivas para com o outro” 

Fonte: O Povo

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