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Encerram nesta quarta as comemorações dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu

Monumento aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante, no RN  (Foto: Wagner Varela )Monumento aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante, no RN (Foto: Wagner Varela )

As comemorações aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, no município de São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Natal, começaram em setembro. Nesta quarta-feira (3), feriado estadual em homenagem aos mártires, além das missas que ocorrem durante todo o dia, as celebrações também contarão com show do padre Antônio Maria.

Confira a programação:
– Terça-feira, dia 02
17h: Adoração ao Santíssimo Sacramento.
18h: Caminhada do Terço Luminoso da Comunidade de Uruaçu para o Monumento dos Mártires.
– Quarta-feira, dia 03
07h: Missa no Monumento.
07h: Missa na Matriz de São Gonçalo do Amarante.
09h: Missa na Vila de Uruaçu.
10h: Missa no Monumento de Uruaçu.
12h: Missa no Monumento de Uruaçu.
10h às 16h: Confissões.
14h: Auto dos Mártires.
16h: Show com Padre Antônio Maria.
17h: Concelebração presidida pelo Arcebispo Dom Jaime Vieira Rocha.
Terra de Mártires
O território são-gonçalense foi banhado com muito sangue, quando no dia 03 de outubro de 1645 ocorreu o ‘Massacre de Uruaçu’, onde 28 cristãos foram mortos por índios e soldados holandeses.
Jacob Rabbi, alemão a serviço do governo holandês, vivia com os índios Tapuias. Em conjunto com Paraopeba, chefe indígena convertido ao calvinismo, lideraram o massacre. Durante uma celebração, logo após a elevação da hóstia, soldados holandeses trancaram todas as portas da igreja. Já esperando estavam os índios potiguares e tapuias que invadiram o local e mataram os colonos presentes à missa. Foram praticados atos com requinte de crueldade. Alguns tiveram o direito à despedida.
A sobrevivência dependia da conversão ao calvinismo, fato rejeitado. Suas línguas foram arrancadas para que não fizessem orações católicas. Braços e pernas foram decepados, crianças partidas ao meio e muitos corpos degolados. Este foi o cenário do morticínio. Porém, todos oraram com muita fé até a morte.

O Padre Ambrósio Francisco Ferro, ainda vivo, foi muito torturado. Mateus Moreira teve seu coração arrancado pelas costas e, mesmo com todo o sofrimento, ainda pronunciou: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”. Ninguém renegou a Deus e nem a Igreja. Morreram com fé e fidelidade.
O processo de beatificação deu início em 15 de maio de 1988, quando Dom Alair Vilar iniciou o estudo sobre os Mártires de Uruaçu e Cunhaú, designando posteriormente Monsenhor Francisco de Assis Pereira o postulador da causa. No dia 05 de Maio de 2000 ocorreu a beatificação oficializada em Roma, pelo Papa João Paulo II.
Em homenagem ao morticínio, foi erguido um monumento na localidade de Uruaçu, próximo aonde ocorreu o martírio, denominado ‘Monumento aos Mártires’, que foi inaugurado no dia 05 de dezembro de 2000 com a presença de aproximadamente 15 mil pessoas, incluindo diversas autoridades eclesiásticas e governamentais.
O local abrange uma área de dois hectares, doada pela família Veríssimo, proprietária da fazenda. O Monumento aos Mártires foi projetado pelo arquiteto Francisco Soares Junior, tendo capacidade para receber 20 mil peregrinos. Atrás do palco há um painel medindo 30 metros. O Capelão do monumento é o Padre Antônio Murilo de Paiva.

A cidade se encontra receptivo a todos que buscam reafirmar sua fé, conhecendo o local que foi palco de um grande massacre. No dia 03 de outubro é feriado estadual em comemoração ao Dia dos Mártires de Uruaçu e Cunhaú, segundo Lei Nº 8.913/2006.

Fonte: G1 RN

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