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Corpo encontrado em Belo Horizonte é mesmo da menina desaparecida, diz polícia

A delegada Cristina Coeli, chefe da Delegacia de Pessoas Desaparecidas de Minas Gerais, infomou no final da manhã que o corpo encontrado nesta segunda-feira (22) foi reconhecido como sendo de K.G.S.V, 5 anos, que estava desaparecida desde o dia 16 deste mês na cidade de Bom Sucesso (178 km de Belo Horizonte). A menina sumiu depois de ter avisado à mãe que chamaria um vizinho de rua para brincarem.

O reconhecimento foi feito pelo pai da menina. Coeli disse que ele reconheceu as roupas que a criança usava no dia em que sumiu e, apesar de o corpo estar em adiantado estado de decomposição, o homem atestou que era a filha. O  corpo foi encontrado dentro de um saco de linhagem, a 300 metros da casa da menina, em uma área de pastagem para animais.

O corpo será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. A delegada informou que ele apresentava sinal de traumatismo craniano e cortes no peito e na região genital que podem ter sido provocados por um instrumento cortante ou pela decomposição natural. Somente o exame de necropsia vai determinar a causa da morte dela.

“Foi realizada uma busca, no dia do desaparecimento dela, e nada foi encontrado nesse local. Esse cadáver não estava lá. Ele foi colocado posteriormente”, disse Cristina. A delegada informou que o corpo provavelmente será enviado para o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte para exame de necropsia.

O delegado que cuida do caso, Emílio Oliveira e Silva, está no local aguardando a chegada de peritos da Polícia Civil, que são da cidade de Lavras (237 km de Belo Horizonte) e vão tentar identificar a vítima.

Prisão

Na última sexta-feira (19), uma mulher foi presa pela polícia suspeita de ter tido participação no sumiço da menina. Oliveira e Silva informou que a mulher, cuja identidade não foi revelada, foi denunciada por uma testemunha que procurou a polícia dizendo ter avistado a suspeita, na noite do dia do sumiço da menina, em uma estrada vicinal do município. Ela estava acompanhada de um homem em um carro e com uma garota no banco traseiro do veículo.

Por conhecer a mulher, a testemunha, que se dirigia para o trabalho, cumprimentou-a, mas, segundo o delegado, foi intimidada pelo homem a sair rapidamente do local. O farol de um caminhão iluminou o interior do carro, ao passar por ele, o que permitiu à pessoa que a denunciou reconhecer a menina, cujas fotos foram mostradas a ela posteriormente na delegacia.

De posse de um mandado de prisão temporária e outro de busca e apreensão, os policiais se dirigiram à casa da mulher, moradora da cidade mineira. Conforme a polícia, ela ficará temporariamente presa. O local onde ela está detida não foi revelado por motivo de segurança.

Filhos vendidos

Segundo o delegado Silva, a suspeita negou ter participação no sumiço da menina. Mas teria caído em contradição, no seu depoimento dado aos policiais, ao afirmar que a menina no carro era uma sobrinha dela.

“Ela não tem sobrinhos. Na casa dela a gente encontrou uma caixa de lápis de cor e um ursinho de pelúcia. Ela disse que gostava de fazer desenhos com os lápis, mas não encontramos nenhum feito por ele. Em relação ao ursinho, ela disse que era um brinquedo do cachorro, mas a casa não tinha nenhum animal”, disse o delegado.

Ainda conforme Silva, a mulher está grávida e tem passagens pela polícia por furto, receptação de produtos roubados e por uso de entorpecentes. “Ela forneceu alguns álibis, e a gente está checando isso ainda. Uma coisa que chamou a nossa atenção é que ela já teve cinco filhos que, segundo ela, foram doados. Mas muita gente fala na cidade que, na verdade, ela não doou os filhos, ela os teria vendido”, disse o policial.

Fonte: UOL

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