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Poesia popular: A marreta da morte é tão pesada que a pedreira da vida não agüenta.

Quando o tempo alinha os seus ponteiros
E o destino determina aquela hora
A esposa lamenta o filho chora
Ficam tristes os inúmeros companheiros
Mas aí já passaram alguns janeiros
Podem ser vinte, trinta, até noventa
Quando a corda do relógio se arrebenta
É porque terminou nossa jornada
A marreta da morte é tão pesada
Que a pedreira da vida não agüenta.

Independe de nível social
Pode ser rico, pobre, branco ou preto
Não existe simpatia ou amuleto
Que consiga desviar deste final
Se na vida foste bom, simples, leal
A balança das virtudes acrescenta
Ao contrário o Arcanjo só lamenta
Fica triste, mas não pode fazer nada
A marreta da morte é tão pesada
Que a pedreira da vida não agüenta.

Mote: Autor desconhecido (enviado por Laci Chaves)
Glosas: Wellington Vicente
Porto Velho, 02/11/2007.

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