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Os atos de vandalismo em Natal serão investigados e professor de história, detido por incêndio criminoso, continua preso.

 A Polícia Civil vai investigar os responsáveis pelos crimes cometidos durante a manifestação contra a suspensão do serviço de gratuidade no transporte público em Natal, atos de vandalismo praticados durante a noite desta terça-feira (18), onde dois ônibus da empresa Guanabara foram incendiados. Para isso, a Delegacia Geral de Polícia Civil (Degepol) designou três delegados, em caráter especial, para apurar os Boletins de Ocorrência e Termos Circunstanciados de Ocorrência emitidos contra oito pessoas detidas durante o protesto. O objetivo dos inquéritos é responsabilizar e punir os responsáveis pelos prejuízos.
Manifestantes que promoveram atos de vandalismo serão investigados  (Foto: Canindé Soares/Cedida) 
Manifestantes que promoveram atos de vandalismo serão investigados (Foto: Canindé Soares/Cedida) 
 
Além das investigações sobre as prisões já efetuadas, os delegados Natanion de Freitas, Ulisses de Souza e Luíz Lucena vão analisar vídeos e fotografias produzidos pelo Serviço de Inteligência da Polícia Civil e pela imprensa durante o protesto.

Segundo o secretário de Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte, Aldair da Rocha, além do incêndio criminoso de um ônibus na avenida Bernardo Vieira, no Tirol, Zona Leste da capital potiguar, e das degradações ao patrimônio público, pessoas que estavam entre os manifestantes também interferiram no direito de ir e vir dos cidadãos que transitavam pelas vias e o direito à vida, pois, de acordo com ele, uma ambulância foi impedida de passar.

Ônibus incendiado na Av. Bernardo Vieira (Foto: Canindé Soares/Cedida) 

Ônibus incendiado na Av. Bernardo Vieira (Foto: Canindé Soares/Cedida

Com relação ao outro ônibus incendiado, fato registrado no bairro Nordeste, na Zona Oeste, o secretário não atribuiu o crime aos integrantes da manifestação. A polícia admite a possibilidade de infiltrações de criminosos em atos deste porte.

Descontrole

O anúncio da designação dos delegados foi feito durante a manhã desta quarta-feira (19) no GGI – Gabinete de Gestão Integrada do Governo. Para os integrantes do Conselho de Segurança Pública do RN, houve um descontrole nas ações do protesto de ontem ,diferentemente do que havia ocorrido nas manifestações anteriores.

Na coletiva de imprensa, estava reunida toda a cúpula da segurança pública do Rio Grande do Norte. Além do secretário estadual Aldair da Rocha, estavam presentes o comandante geral da PM, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva, o delegado Christian de Medeiros, titular da Delegacia da Grande Natal – representando a Polícia Civil -, o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Elizeu Lisboa Dantas, o superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Rosembarg Alves, e o secretário do Município de Defesa Social, Carlos Paiva.

Redes sociais

De acordo com o delegado Christian de Medeiros, as investigações da polícia também vão se estender à internet para identificar futuros protestos e eventuais incitações à violência nas redes sociais. “Queremos coibir esta prática”, completou Medeiros. O coronel Francisco Araújo afirma que, sabendo dos locais onde irão ocorrer os protestos, a Polícia Militar vai intensificar o policiamento na região. “Não estamos lá para prender ninguém, mas para manter a ordem”, ressaltou o coronel.

PRF tinha documento que proibia obstrução da BR

O superintendente da PRF afirma que os policiais rodoviários portavam uma decisão da 4ª Vara Federal, da juíza Gisele Maria da Silva Araújo Leite, proibindo a interdição de qualquer trecho de qualquer rodovia federal do Rio Grande do Norte. Ainda segundo Rosemberg Alves, os policiais avisaram aos manifestantes sobre a existência do ‘interdito probitório’, como é chamado o documento, mas a ordem de desocupação da BR-101 não foi atendida. “Nos outros protestos conseguimos manter uma conversa com eles e argumentar, diferentemente de ontem”, disse Rosemberg.

Para ele, o movimento se descontrolou e acabou provocando consequências que não deveriam fazer parte da manifestação. “É preciso realizar a manifestação sem interferir no direito do outro”, explicou o policial rodoviário. Rosemberg Alves afirma que os objetos arremessados contra policiais foram recolhidos e serão utilizados nas investigações.

Bombeiros afirmam que foram impedidos de passar pela multidão

O coronel Elizeu Lisboa diz que um caminhão do Corpo de Bombeiros, enviado para apagar as chamar do ônibus incendiado na avenida Bernardo Vieira, foi impedido de passar pelos manifestantes que estavam no local. Semente depois da evacuação dos participantes do protesto, ainda de acordo com o coronel, os bombeiros conseguiram chegar até o veículo em chamas. “A manifestação é legítima, mas o vandalismo não”, completou Lisboa.

Um professor de história, apontado pela polícia como responsável pelo crime, foi detido e permanece preso. De acordo com o delegado Christian Medeiros, o delito de incêndio criminoso, previsto no artigo 250 do Código Penal, é inafiançável. Durante os protestos, outras três pessoas adultas foram detidas e quatro adolescentes apreendidos, mas todos já foram liberados.

Prefeitura afirma não estar de acordo com medida do Seturn

O Secretário Municipal de Defesa Social, Carlos Paiva, reiterou a posição do Executivo Municipal com relação à suspensão do ‘Passe Livre’ por parte do Sindicato das Empresas de Transporte de ônibus. Paiva diz que os órgão da prefeitura “não medirão esforços” para fazer valer o direito garantido pela portaria municipal.

Nesta terça-feira (18), o promotor José Augusto Peres solicitou a volta do serviço de transferência gratuita de ônibus.

Fonte: G1

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