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Oito falsificadores de cartões de créditos são indiciados no RN

                                
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte indiciou oito pessoas suspeitas de falsificarem cartões de crédito em nome de empresários e servidores do Poder Judiciário já falecidos. A atuação do grupo foi mostrada em matéria exclusiva do Fantástico exibida em 26 de agosto, dois dias após a deflagração da Operação Outras Faces.

Clovis Alberto Almeida de Araújo, Tiago Soares da Cruz, Andrea Paula Padilha da Silva, Jorge Inoue, Gleice Kelly de Almeida Araújo, Iram Carlos da Silva, Sílvio Pereira da Silva e Arikson Moisés de Souza foram indiciados pela polícia por estelionato e formação de quadrilha. Se condenados, cada um dos indiciados poderá pegar pena de até oito anos de reclusão, e pagamento de multa.

 Sete dos oito presos negam qualquer envolvimento com os crimes. O único que confessa ter praticado estelionato é Tiago Soares da Cruz, que já havia sido preso pela Polícia Federal em 2007 na Operação Colossus sob acusação de formação de quadrilha, furto mediante fraude, interceptação telemática (furto de senhas de cartões), violação do sigilo bancário, estelionato e falsificação de documento particular.

Em entrevista ao Fantástico, Tiago Soares admitiu que solicitou um cartão de crédito a uma instituição financeira em nome do empresário paulista Marcos Kitano Matsunaga. Herdeiro da empresa Yoki, Matsunaga foi morto e teve o corpo esquertejado pela própria mulher, Elize Matsunaga, em 19 de maio – crime que teve repercussão nacional.

Ele falou que conhece Clóvis Almeida há quatro anos e que pratica o crime de estelionato há meses ao lado do comparsa. Perguntado pelo Fantástico se havia solicitado um cartão de crédito em nome de Marcos Matsunaga, ele confirmou e explicou o porquê da escolha do empresário paulista: “Porque é uma pessoa que tem um limite bom. Tem um cadastro bom perante as instituições financeiras”.

Tiago tentou se justificar pelo crime: “Eu achei que não ía fazer mal nenhum. Não estaria prejudicando porque ele já faleceu, já era muito rico. Acho que não ía fazer falta”. O estelionatário ainda disse como iria usar o cartão em nome do empresário morto: “Eu ía usar pra mim comprar algumas coisas pra mim, fazer feira, alguma coisas pra mim me manter (sic)”.

Ainda no programa Fantástico, Clovis, que também foi preso em 2007 por assalto com refém, negou participação nos crimes. Ele jogou a culpa sobre o o comparsa: “O Ttiago trabalhava com esse Fernando, dizia que era o patrão dele”.

Fernando, citado por Clovis, é o empresário Fernando de Arruda Botelho, um dos donos da Camargo Corrêa, um dos maiores grupos empresariais do Brasil que morreu em abril em um acidente aéreo no interior de São Paulo. Após a tragédia, o grupo de Clovis e Tiago tentou comprar um carro no nome do empresário. Em maio, a polícia do Rio Grande do Norte registrou o momento em que um dos criminosos concluía a compra de uma caminhonete de R$ 142 mil em nome de Fernando Botelho.

Fonte: G1 RN

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