sexta-feira , dezembro 9 2016
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O cachorro dos mortos

Leandro Gomes de Barros


Os nossos antepassados
Eram muito prevenidos
Diziam: matos têm olhos
E paredes tem ouvidos
Os crimes são descobertos
Por mais que sejam escondidos


Em oitocentos e seis
Na província da Bahia
Distante da capital
três léguas ou menos seria
Sebastião de Oliveira
ali num canto vivia


Ele, a mulher e duas filhas
E um filho já homem feito
O rapaz era empregado
E estudava direito
O velho não era rico
Mas vivia satisfeito


As duas filhas eram moças
Bonitas e encantadoras
Logravam na capital
O nome de sedutoras
Chamavam atenção de todos
As grandes tranças tão louras


Esse velho era ferreiro
E ferreiro habilitado
Vivia ali do ofício
Plantando e criando gado
Por três vezes enjeitou
O cargo de delegado
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