sexta-feira , dezembro 9 2016
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Caminhos ao relento

Peguei bem jovem a estrada,
Disse pra mãe vou viver;
Fui pro mundo foi sofrer
Deixei mãeinha arrasada!
Essa história é contada
Através do sofrimento,
Hoje eu muito lamento
Quando a deixei chorando…
Foi pedaços meu ficando
Nos caminhos ao relento!

Não tinha discernimento
Pra pesar o que fazia,
Ah meu Deus como eu queria
Mudar o comportamento!
Isto não é fingimento
É dor da saudade e digo,
Passei por muito perigo
Nesse mundão de meu Deus;
Sei que abandonei os meus,
Por isso sofri castigo.

Não sei se aqui eu consigo
Dizer tudo o que passei,
Se eu bati, muito apanhei…
Ô vastidão sem abrigo!
Do passado não desligo,
Pode parecer estranho,
Eu gasto tudo que ganho;
É um puxa estica danado,
Vida que levo é de gado
E vou protelando o sonho!

A pensar sempre me ponho
Em voltar pra minha terra,
Mas, logo a catraca emperra
Então eu fico tristonho.
E um sentimento tacanho
Que abarca a situação,
Corrói o meu coração
Me deixa banzo acamado
E, não atendo o chamado
Da minha mãe em canção.!

Não existe distração
Que a mim faça esquecer,
Penso ás vezes, vou morrer!
Mas, algo me diz que não,
No fundo do coração
Trago um fio de esperaça,
Sei, não vou mais ser criança;
Pois já passou o meu tempo,
Meus sonhos foram ao vento;
Ficando só na lembrança!

Zé Salvador.

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